| name | agents-onboarding |
| description | Conduz a jornada de onboarding 'do zero ao agente de atendimento' do fazer.ai agents num VPS, escolhendo o orquestrador de deploy (Tier A Coolify, B Portainer, C compose genérico para VM crua ou qualquer painel). Provisiona DNS/SSH pelo MCP Hostinger, faz deploy de Chatwoot + fazer.ai agents + Langfuse com TLS, roda o /setup e importa o agente via MCP, pluga o Agent Bot do Chatwoot e valida ponta a ponta (playground + WhatsApp + traces no Langfuse). Use quando o usuário quiser subir/onboardar uma instância nova do fazer.ai agents a partir do zero num VPS, em qualquer um desses orquestradores. |
Onboarding fazer.ai agents: do zero ao agente (multi-plataforma)
Leva uma VPS de "nada" até "agente de atendimento de IA rodando, testado e plugado numa caixa de entrada real". Esta skill é o bundle executado pelo agente (você): opera o VPS via SSH + a API do orquestrador escolhido (Coolify / Portainer / compose genérico), e controla o fazer.ai agents via MCP (OAuth, dry-run + audit).
Enquadre a jornada em 4 fases (diga isso ao usuário no começo)
No início, resuma pro usuário o caminho em 4 fases, pra ele saber onde está e o que vem. Use estas palavras (não os nomes técnicos das etapas):
- O agente: a ferramenta que conduz o onboarding (esta, que ele já escolheu) e os acessos que ela precisa (VPS, domínio) prontos.
- Onde hospedar: subir a base na infraestrutura dele, o provedor de nuvem + o painel que gerencia os serviços.
- O Chatwoot: a plataforma de atendimento onde as conversas acontecem.
- Configurar o agente: importar o agente de IA, ligar na caixa de entrada e testar de ponta a ponta.
É um mapa pro usuário, não o roteiro técnico: as etapas numeradas abaixo (0 a 10) são o seu passo a passo e detalham essas fases. Ao virar de fase, avise ("terminamos de preparar os acessos; agora vou escolher onde hospedar e subir a base") pra a jornada não parecer uma caixa-preta.
Antes de qualquer coisa
- Leia
guardrails.md inteiro. Tem fronteiras duras (só a VPS e o domínio indicados, licença única do hub, MCP dry-run, nada de produção de terceiros, nada de segredo em log). Cruzar qualquer uma é parar e perguntar.
- Leia
gotchas.md. São as armadilhas conhecidas que, se ignoradas, fazem você redescobrir do jeito difícil (FQDN que não dirige o Traefik, embedding por-tenant, Langfuse sem blob storage, persistência de branding etc.).
- Confira pré-requisitos em
references/00-prereqs-and-access.md: MCPs ligados (Hostinger ×3; o hub app-fazer-ai não é MCP da sessão, suas ops saem pelo proxy bunx @fazer-ai/agents hub …), acesso SSH, e o contrato do ambiente.
Como operar (princípios)
- Uma pergunta de cada vez, pela ferramenta de pergunta estruturada (NUNCA um questionário em texto): quando o agente tiver uma ferramenta de pergunta multiple-choice (Claude Code:
AskUserQuestion; Hermes: clarify, setas + opções), use-a, uma pergunta por mensagem. Sem ela (Codex/genérico), pergunte em texto, ainda 1-2 itens por vez (só junte 2 se correlatos, ex.: IP do VPS + caminho da chave SSH). Pergunte na ordem do fluxo, só quando a etapa precisar; espere a resposta antes de avançar. Despejar 5-6 campos numa mensagem é o anti-padrão.
- Leia o que o CLI já entregou, NUNCA re-pergunte o que já foi decidido: antes de perguntar qualquer coisa, cheque o contexto que o CLI deixou: (1) os MCPs conectados, e se
hostinger-dns/hostinger-vps/hostinger-domains estão presentes, o provider JÁ é Hostinger (escolhido no CLI); use-os, nunca pergunte "se for Hostinger"; (2) o marcador ~/.fazer-ai/onboarding.json (chatwootSource = Chatwoot novo vs. existente/BYO; quando novo, chatwootTier + chatwootLicenseId; já escolhidos, ver references/00-prereqs-and-access.md). Re-perguntar provider/origem/tier/licença já definidos é erro.
- Listar NÃO é escolher; input do usuário você SEMPRE pergunta: separe três categorias e trate cada uma certo. (a) Decidido pelo CLI (provider/tier/licença) → não re-pergunte (acima). (b) Sondável tecnicamente (há acesso SSH? qual orquestrador já está instalado? o A-record propagou?) → sonde, não pergunte. (c) Escolha do usuário (qual VPS, qual domínio raiz, quais credenciais): SEMPRE pergunte, e mesmo (especialmente) quando o MCP lista várias opções, apresente-as e deixe o usuário escolher; NUNCA infira nem chute. Ter o MCP da conta conectado é pra você listar e perguntar melhor, não pra decidir pelo usuário; escolher uma VPS/um domínio por conta própria ("só tinha que escolher uma") é erro: pare e pergunte. Autonomia é nos passos técnicos (deploy, config, comandos), nunca nos inputs do usuário.
- Deploy por tier, espinha compartilhada: o deploy (subir Chatwoot + fazer.ai agents + Langfuse com TLS) muda por orquestrador; depois dele, a espinha (etapas 6-10:
/setup → MCP → import → bind → E2E) é idêntica em qualquer tier. A etapa 1c escolhe o tier e fixa o contrato que o deploy entrega à espinha.
- Narre o progresso serviço a serviço, nunca fique em silêncio numa espera longa: o deploy sobe os serviços em sequência (tipicamente o painel, depois o Chatwoot, depois o fazer.ai agents, depois o Langfuse), e cada um leva vários minutos. Ajuste a contagem ao caso real: com um Chatwoot que já existe (BYO) o Chatwoot não é subido, no Tier C pode nem haver painel. Antes de começar cada um, diga o que vai subir e quanto falta ("vou subir o Chatwoot agora; depois dele faltam 2 serviços"); quando terminar, confirme e anuncie o próximo ("Chatwoot no ar, agora o fazer.ai agents"). Enquanto uma instalação longa roda (imagem baixando, container subindo), dê um sinal de vida em vez de sumir por 5+ minutos. O usuário deve sempre saber em qual serviço você está e quantos faltam. Cada referência de deploy (02 a 05) reforça isso no começo.
- MCP-only para a config do fazer.ai agents (import, vault, tenant-settings, KB, plugar Chatwoot): só as MCP tools (dry-run + audit + fence de tenant), nunca REST direto,
/mcp por fora do harness, leitura do código/bundle pra achar endpoints, nem API key pra contornar. Se as tools MCP não estão expostas na sessão, PARE e peça ao usuário pra reiniciar o harness (elas só carregam no boot); não há "fallback REST". SSH/psql/Rails runner só para infra (orquestrador, Chatwoot internals), de forma transitória. Detalhe e o gate em references/06-setup-and-mcp.md.
- Windows/PowerShell: o shell só ORQUESTRA, nunca carrega o código. Se o seu shell é PowerShell (a maioria das runs Windows; confira o ambiente), tratá-lo como bash é o erro que mais quebra a run, e os helpers de caso específico não te cobrem nos ad-hoc. NUNCA ponha payload numa linha de comando: nada de here-string
@'…'@ | (ssh|python|bash), de ssh <host> '…código…' com aspas aninhadas/{{…}}/$()/(, de \ no fim da linha (continuação no PowerShell é `, não \), de '{…json…}' | helper (pipe de payload), nem de echo/Set-Content/Out-File > arquivo. SEMPRE escreva o payload num arquivo (com a ferramenta de edição, zero shell, sem BOM) e rode apontando pro arquivo: bash/Python local → bash x.sh/python x.py; bash remoto → scripts/remote.py --script-file x.sh; psql/rails runner num container remoto → scripts/remote.py --in-container <c> --exec "<prog>" --script-file x.sql; JSON de API → coolify.py … --json-file x.json (nunca pipe); config do fazer.ai agents → MCP. O PowerShell pode ter variável/loop/Start-Sleep; só não pode carregar o código. Tabela completa e modos de falha em gotchas.md.
- Idempotência / brownfield: a VPS pode já ter um orquestrador (Coolify, Portainer, ou outro painel) e/ou outros serviços, em qualquer combinação. Antes de instalar, sonde e decida por serviço (etapa 1b,
references/01b-brownfield.md): reaproveite o que está saudável, nunca destrua dados do usuário.
- Nome de exibição com default fixo (não pergunte): o nome de exibição/projeto não é mais perguntado — use o default
fazer.ai agents em tudo: o projeto do orquestrador, a org/projeto do Langfuse e o companyName do /setup (ao entregar o link do /setup, instrua o usuário a digitar fazer.ai agents no campo de nome). O operador renomeia depois no console se quiser um nome próprio; não trate o nome como um input de onboarding.
- Prévia primeiro, e explique a ação em português claro: toda mudança que grava algo (ativar a licença, ligar o Chatwoot no agente, criar credenciais) roda primeiro numa prévia que só mostra o que vai acontecer, sem efeito; e só grava de verdade depois do "pode ir". Ao pedir o OK, descreva a ação e o efeito em linguagem de usuário, sem jargão interno: diga o que muda e por que, não o nome da tool nem o mecanismo. Mecanismo (pro seu uso, não pra repetir ao usuário): writes do hub (proxy
hub …) e write tools de MCP previewam por padrão e só aplicam com --apply/dry_run:false. As frases boas e ruins de cada ponto de aprovação estão em guardrails.md.
A jornada (ordem importa)
Abra a referência da etapa antes de executá-la (carga sob demanda). O fluxo é 0 → 1 → 1b → 1c, então o deploy do tier escolhido em 1c (Tier A = etapas 2-5; B/C = o doc do tier), convergindo na espinha 6-10 (igual em todos). As trilhas A (Coolify) e B (Portainer) são as maduras; a C (compose genérico) é mais nova, então trate-a como primeira run guiada (ver references/01c-pick-tier.md).
| # | Etapa | Referência |
|---|
| 0 | Pré-requisitos, MCPs, acesso | references/00-prereqs-and-access.md |
| 1 | VPS + DNS (A-records agents./chatwoot./langfuse. + painel do tier) + SSH | references/01-vps-dns-ssh.md |
| 1b | Inventário brownfield: sondar (read-only) e decidir por-serviço (reusar/instalar/sinalizar) | references/01b-brownfield.md |
| 1c | Selecionar o tier de deploy + fixar o contrato (o que o deploy entrega à espinha) | references/01c-pick-tier.md |
| 2 | Tier A · Coolify: reusar/instalar, API Access, Instance Domain (coolify.<root>) | references/02-coolify.md |
| 3 | Deploy Chatwoot (Pro ou OSS pelo marcador; Pro: API do Coolify, login Harbor). chatwootSource: existing PULA este passo e usa o Chatwoot que já existe | references/03-chatwoot-pro.md |
| 4 | Deploy fazer.ai agents (edição Free/Pro pelo marcador, templates/docker-compose.coolify.yml, bootstrap 2-roles + migrate) | references/04-agents-image.md |
| 5 | Deploy Langfuse (+ MinIO S3 obrigatório) | references/05-langfuse.md |
| 6 | fazer.ai agents /setup (cria admin SUPER_ADMIN) → conectar MCP (OAuth) → alvo de tenant (tenant_list; passar tenant nas tools) | references/06-setup-and-mcp.md |
| 8 | Import do agente (agent_import; padrão Maria/Clínica Moreira, vendorado em samples/agents/maria-clinica-moreira.json) + embedding por-tenant + reindex/retry da KB | references/08-agent-import.md |
| 8b | Pós-import (gate): resolver avisos (KB→READY + grounding; STT/TTS/visão) + features opcionais (voz, Google OAuth) | references/agent-features.md |
| 9 | Plugar Chatwoot no fazer.ai agents (deployment_connect → set_accounts → inbox_bind) | references/09-chatwoot-bind.md |
| 9b | Licenciar Chatwoot no hub (Kanban/Pro): com licença disponível (CLI/hub licenses) é happy-path (hub create-instance pelo UUID de instalação, NÃO o host → hub attach-license → Refresh → enable-kanban na conta). O sinal autoritativo é enable-kanban retornar kanban_feature_enabled: true (liga a feature na conta E só passa se a assinatura casar); Refresh verde sozinho não basta: imagem + assinatura + feature na conta, os três. Sem licença → OSS sem Kanban | references/chatwoot-hub-register.md |
| 10 | Validar E2E (playground + grounding → integração via Inbox API → traces; Kanban ativo no tier Pro; WhatsApp real opcional) | references/10-validate-e2e.md |
O deploy (etapa 2) ramifica por tier. As linhas 2-5 acima são a trilha do Tier A (Coolify). Para os outros, escolha em 1c, substitua 2-5 pelo doc único do tier e convirja direto no 6 (todos entregam o mesmo contrato):
Gates de conta (o usuário cria cada admin)
O usuário cria o 1º admin no browser do orquestrador (Coolify/Portainer), do Chatwoot e do fazer.ai agents (/setup). Você entrega o link + a instrução e espera (no Coolify, coolify.py wait-admin; no fazer.ai agents, a URL /setup, que não pede token: o onboarding sobe com SETUP_TOKEN_REQUIRED=false), nunca cria essas contas por conta própria. Depois do admin criado, o token e o resto da config são com você. Exceção: o Langfuse é headless (LANGFUSE_INIT_*, etapa 5): você semeia a conta (usuário OWNER) e o operador só faz login (/auth/sign-in); como ele não vê o seed acontecer, faça um handoff explícito (anuncie o painel no ar, entregue URL + e-mail + senha temporária) e espere ele confirmar que entrou antes de seguir. Detalhes em guardrails.md.
Fora de escopo desta skill (por enquanto)
- Trilhas dedicadas por painel (Easypanel/Dokploy/CapRover/etc.): por escolha, não existem. Use o Tier C (compose genérico) e adapte ao painel com seu conhecimento dele.
- Migração/atualização de serviços incompatíveis (a etapa 1b detecta e sinaliza; a migração em si é decisão do usuário).
- Caminho manual (sem IA) e adapters de agente não-Claude-Code (Codex/Hermes).
Os três tiers de deploy (A/B/C) estão dentro do escopo (a etapa 1c roteia).
Critério de aceite (E2E, objetivo final)
A run está provada quando: o agente responde no playground E na integração via Inbox API do Chatwoot (mensagem incoming injetada na conversa → webhook → debounce → turn → modelo real → resposta outgoing observada na conversa); a KB está grounding (docs READY, resposta usa o conteúdo indexado); e os traces aparecem no Langfuse (ingestion 207). O WhatsApp físico é opcional (a integração já foi provada via Inbox API). Detalhe e checklist em references/10-validate-e2e.md.