| name | flow-vision-creator |
| description | Cria o Vision Document (Nível 0) para sistemas grandes e complexos com múltiplos domínios, módulos ou perfis de usuário. Use esta skill sempre que o usuário quiser iniciar um sistema novo, modernizar um legado, ou estruturar um projeto grande antes de criar qualquer PRD. Dispare quando o usuário mencionar "sistema grande", "vários módulos", "ERP", "plataforma", "onde começo", "visão geral do projeto", "vision doc", "mapa do sistema", ou quando for evidente que o escopo é amplo demais para um único PRD. Esta skill é o Nível 0 do pipeline Vision → Domain → PRD → TechSpec → Tasks. Deve ser executada antes de qualquer Domain Doc ou PRD quando o sistema tiver mais de um domínio de negócio.
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| pipeline_stage | vision |
| consumed_by | ["planning"] |
| requires | [] |
| produces | ["vision.md","domains/[dominio]/"] |
Vision Creator
Produz o Vision Document — âncora de contexto global para todo o desenvolvimento do sistema.
O documento gerado serve como entrada obrigatória para a skill flow-domain-creator e, indiretamente,
para todas as skills subsequentes do pipeline.
Template
Antes de redigir, leia o template em templates/vision-template.md.
Entradas e Saída
- Entradas aceitas: discovery com cliente · sistema legado para modernizar · ideia nova (greenfield)
- Documento de saída:
vision.md (raiz do projeto)
- Estrutura criada:
domains/[dominio-N]/ (uma pasta por domínio identificado)
Fluxo de Trabalho
O fluxo é sequencial. Cada etapa deve ser completada antes de avançar.
1. Identificar o Tipo de Entrada
Antes de qualquer pergunta, identifique o ponto de partida:
- Discovery com cliente → atuar como entrevistador estruturado, focar no negócio, não em tecnologia
- Sistema legado → pedir descrição do sistema atual: o que faz, onde falha, o que preservar vs. substituir
- Greenfield → fazer perguntas de validação de negócio antes de qualquer coisa: problema, usuários, escala
Se o tipo de entrada não estiver claro, pergunte antes de continuar.
2. Esclarecer (Não pule esta etapa)
Adapte as perguntas ao tipo de entrada. Ao final, os seguintes pontos devem estar claros:
Negócio:
- Qual problema central o sistema resolve?
- Para quem? (perfis de usuário — roles)
- Qual o impacto atual de não ter a solução?
- Quais são os objetivos de negócio mensuráveis?
Escopo:
- Quais são as grandes áreas de responsabilidade? (domínios candidatos)
- O que está explicitamente fora do escopo?
- Há sistema legado? O que será migrado, integrado ou descartado?
Restrições:
- Há stack tecnológica obrigatória?
- Há prazo, orçamento ou restrições regulatórias?
- Há integrações obrigatórias com sistemas externos?
Roadmap:
- Qual seria um MVP mínimo entregável?
- Há fases naturais de entrega?
- Quais domínios têm prioridade?
Se houver informações críticas ausentes, continue perguntando. Não gere o Vision Doc ainda.
3. Identificar e Validar Domínios
Com base nas respostas, proponha a lista de domínios candidatos e apresente ao usuário para validação:
- Nome claro para cada domínio (ex:
Financeiro, Gestão de Contratos, Portal do Paciente)
- Responsabilidade principal em uma frase por domínio
- Dependências entre domínios identificadas
- Agrupamento por fases de entrega sugerido
Critérios de um bom domínio:
- Responsabilidade coesa e bem delimitada (bounded context)
- Pode ser desenvolvido com razoável independência dos demais
- Tem pelo menos um perfil de usuário que se beneficia diretamente
- Se tiver mais de 15 features previstas, considere dividir
Aguarde validação dos domínios antes de continuar.
4. Planejar
Apresente ao usuário antes de redigir:
- Lista final de domínios com responsabilidades
- Mapa de interdependências proposto
- Roadmap macro em fases com critérios de conclusão
- Premissas assumidas
- Riscos identificados
- Glossário inicial de termos de negócio
Aguarde confirmação antes de redigir.
5. Redigir o Vision Doc
Use o template templates/vision-template.md.
Diretrizes obrigatórias:
- Foco em negócio, não em tecnologia — evite frameworks, linguagens ou arquitetura técnica
- Domínios como bounded contexts — cada domínio auto-explicativo em uma frase
- Glossário completo — todo termo de negócio não-óbvio deve estar no glossário
- Roadmap por valor entregado — cada fase com critério claro de conclusão (definition of done)
- Non-Goals explícitos — o que o sistema NÃO faz é tão importante quanto o que faz
- Manter entre ~800 e 1.500 palavras no corpo principal (excluindo tabelas e glossário)
6. Validação Interna
Antes de finalizar, execute a autoavaliação:
Se houver falhas, corrija antes de prosseguir.
7. Salvar e Criar Estrutura
- Salvar Vision Doc como:
vision.md (raiz do projeto)
- Criar pasta para cada domínio identificado:
domains/[nome-do-dominio]/
- Confirmar operação de escrita e estrutura criada
8. Protocolo de Saída
A resposta final deve conter:
- Resumo das decisões principais — domínios identificados, fases do roadmap, restrições críticas
- Conteúdo completo do Vision Doc em Markdown
- Caminho do arquivo salvo e estrutura de pastas criada
- Próximos passos — quais Domain Docs criar primeiro (baseado em dependências e roadmap)
- Questões em aberto que precisam de validação com stakeholders
- Indicação de próximo passo: "Para detalhar cada domínio, use a skill
flow-domain-creator"
Como Usar em Sessões Futuras
Ao iniciar qualquer sessão de Domain Doc, PRD, Tech Spec ou Tasks, forneça o vision.md como contexto:
"Contexto do projeto: [vision.md]. Agora vamos criar o Domain Doc do domínio Financeiro."
Isso garante que a IA mantenha coerência com o escopo global sem precisar reexplicar o projeto a cada sessão.
Princípios Fundamentais
- O Vision Doc é um contrato de escopo, não uma especificação técnica
- Prefira domínios menores e bem definidos a domínios grandes e vagos
- Interdependências são riscos — minimize-as no design de domínios sempre que possível
- Legado não é inimigo — identifique o que pode ser reaproveitado antes de propor substituição total
- Um Vision Doc bem feito permite retomar o contexto em qualquer sessão futura sem retrabalho