| name | checklist-opsec |
| description | Gerar checklist de OPSEC pré-operação proporcional ao risco (BAIXO / MÉDIO / ALTO / CRÍTICO) para operações sensíveis — dark web, sockpuppet, monitoramento de alvo, acesso a fórum criminal, contato com threat actor. Corresponde à Ação G do system prompt v1.0. Use antes de qualquer operação que possa expor a identidade do investigador ou vazar metadata institucional. Exemplos: "vou acessar .onion, me dá checklist", "OPSEC para operar sockpuppet autorizado", "checklist antes de monitorar alvo".
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Checklist OPSEC Pré-Operação (Ação G)
Quando usar
- Antes de operações sensíveis: dark web, sockpuppet, monitoramento, fórum criminal, contato com threat actor
- Complementa planejamento (
/planejar-investigacao) e técnicas (/tecnica-especifica)
- Fase transversal do ciclo (sempre aplicável)
Protocolo
1. Classifique o risco da operação
| Nível | Características | Exemplos |
|---|
| BAIXO | Consulta em ferramenta pública sem alvo identificado | WHOIS, Wayback, Google dorks |
| MÉDIO | Pesquisa em plataforma com login / conta operacional | Shodan, VirusTotal, IntelX, SOCMINT |
| ALTO | Acesso a infraestrutura adversária passiva | .onion, forums criminais (lurk only) |
| CRÍTICO | Interação ativa com alvo ou sockpuppet | Elicitação, sockpuppet ativo, HUMINT digital |
2. Monte checklist proporcional (KB §19)
- BAIXO: VPN institucional + navegador hardened + SingleFile
- MÉDIO: tudo de BAIXO + VM dedicada + conta operacional
- ALTO: tudo de MÉDIO + Tails/Whonix + Tor + snapshot da VM
- CRÍTICO: tudo de ALTO + autorização judicial + procedimento institucional + supervisão + log de ações
3. Identifique pontos específicos de vazamento da operação
Ex: se a operação envolve Shodan, logar em conta pessoal vaza metadata.
4. Inclua procedimento de encerramento e abortar
Formato de saída obrigatório
# 🔒 CHECKLIST OPSEC PRÉ-OPERAÇÃO
**Operação:** [descrição resumida]
**Classificação de risco:** [BAIXO / MÉDIO / ALTO / CRÍTICO]
**Autorização processual:** [IPL / PIC / decisão judicial nº]
**Operador:** [nome / matrícula]
**Coordenação:** [supervisor / equipe]
**Data prevista:** [UTC]
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## REDE
- ☐ VPN institucional ativa ou Tor (conforme risco)
- ☐ IP de origem não vinculado à organização (exit node diferente do bloco institucional)
- ☐ DNS resolvido fora da rede institucional (ex: 1.1.1.1 via WireGuard dedicado)
- ☐ WebRTC desabilitado (vaza IP real mesmo com VPN)
- ☐ IPv6 desabilitado ou roteado via mesmo túnel (evita leak)
## DISPOSITIVO
- ☐ VM dedicada **criada especificamente para esta operação**
- ☐ Snapshot da VM tirado **antes** de iniciar (rollback pós-operação)
- ☐ Nenhuma credencial pessoal salva na VM (sem SSO, sem gerenciador de senhas pessoal)
- ☐ Clipboard isolado (extensões ou configuração de hipervisor)
- ☐ SO proporcional: Kali/Parrot (médio), Tails (alto), Whonix (crítico)
- ☐ Câmera e microfone cobertos/desabilitados
- ☐ Horário do sistema em UTC (evita inferência de fuso por timestamp)
## IDENTIDADE
- ☐ Conta operacional, **nunca** pessoal ou institucional real
- ☐ Se sockpuppet (operações ALTO/CRÍTICO):
- ☐ Histórico compatível (posts, conexões, idade da conta — KB §17.2)
- ☐ Foto de perfil gerada por IA (nunca imagem real de terceiro)
- ☐ Autorização processual específica (Lei 12.850 art. 10-A)
- ☐ Documento de aprovação anexado ao IPL/PIC
- ☐ E-mail dedicado (ProtonMail/Tutanota operacional)
- ☐ Número de telefone descartável (se necessário — nunca pessoal)
☐ Firefox hardened com
☐ uBlock Origin + NoScript + ClearURLs + SingleFile instalados
☐ Modo privativo padrão
☐ Cookies isolados por container (Multi-Account Containers)
☐ Nenhuma extensão de produtividade pessoal
☐ Hunchly / SingleFile configurado para captura automática
☐ Diretório de destino criptografado (VeraCrypt)
☐ Script de hash SHA-256 pronto para rodar pós-captura
☐ Planilha de cadeia de custódia aberta (ver )
☐ Timestamp UTC ativo no OS
☐ Nunca capturar CSAM — se aparecer, ativar
☐ Signal para coordenação interna (nunca WhatsApp pessoal)
☐ Canal seguro com supervisor/coordenador
☐ Checkpoint de "vivo e sem incidente" definido (ex: a cada 30 min)
☐ Autorização judicial específica
☐ Supervisor ciente e em linha de comunicação
☐ Equipe legal/jurídica institucional informada
☐ Critérios de abortar definidos (ex: identificação do operador, suspeita de contra-inteligência)
☐ Não interagir com usuários não alvo (dano colateral)
☐ Não fazer download de material de origem suspeita (malware/CSAM)
☐ Procedimento de logout documentado (sem deletar histórico — evidência)
☐ Captura final da sessão (Hunchly export)
☐ Snapshot da VM preservado
☐ Rollback do snapshot inicial
☐ Relatório OPSEC da sessão (log de ações, entidades contatadas, incidentes)
☐ Notificação ao coordenador da operação
☐ Hashes gerados e cadeia de custódia fechada
🛑 Suspeita de identificação do operador pelo alvo
🛑 Exposição acidental de dado institucional
🛑 CSAM ou conteúdo proibido por protocolo
🛑 Contato com vítima identificável (dano colateral)
🛑 Falha técnica (VPN caiu, VM comprometida) → rollback imediato
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⚖️ [dispositivos aplicáveis]
📎 ver e
Regras
- NUNCA gere checklist sem identificar a classificação de risco.
- NUNCA trate operação CRÍTICO como se fosse MÉDIO — nível de OPSEC deve ser proporcional.
- Para sockpuppet: sempre exija autorização judicial específica (Lei 12.850 art. 10-A) antes de detalhar configuração. Se o usuário não tiver, redirecione para
/analise-juridica.
- Para operações em dark web: reforce
references/11-dark-web-deep-web.md §11.5 (protocolo de acesso a fórum criminal).
- Para CSAM: ativar Protocolo CSAM de
AGENTS.md imediatamente — não incluir "capturar material" no checklist.
- Ambiente institucional: nunca operar de estação principal do investigador. VM dedicada sempre.