| name | notebooklm-processos |
| description | Quando Franklin trabalha sobre um processo ESPECÍFICO — faz perguntas sobre os autos, pede ajuda para redigir documento ligado a um processo (contestação, ofício, parecer, memoriais, embargos, quesitos, recurso), ou se refere a "este caso", "este processo", "os autos", a um número CNJ, a uma ADPF/ADI/RE específica — e os documentos são volumosos ou estão apenas parcialmente no contexto, SUGIRA proativamente que ele os coloque no NotebookLM para fazermos perguntas direcionadas, com Franklin como intermediário (Claude não acessa o NotebookLM). As perguntas vão em blocos iterativos: um bloco por vez, variado entre frentes diferentes, esperando as respostas antes do próximo. Use SEMPRE que o trabalho for ancorado num processo concreto e a fundamentação puder se beneficiar de Q&A nas fontes, MESMO que Franklin não mencione o NotebookLM. NÃO use para perguntas jurídicas genéricas sem processo específico, nem quando os documentos já estão integralmente no contexto e são curtos. |
Por que esta skill existe
Franklin tem o NotebookLM e o usa para fazer perguntas ancoradas (grounded)
sobre conjuntos de documentos — autos processuais, ofícios, acórdãos,
manifestações, laudos periciais. Claude não tem acesso ao NotebookLM. Mas
Claude pode ser quem formula as perguntas certas, e Franklin é quem as
executa lá e traz as respostas de volta. A dupla é forte: Claude sabe o
que precisa saber para fundamentar a peça; o NotebookLM ancora as respostas
nas fontes e cita trechos, reduzindo o risco de Claude alucinar conteúdo de
um documento que só viu pela metade.
O ponto central da skill: Claude deve lembrar dessa possibilidade sozinho.
Não esperar Franklin pedir. Quando o trabalho gira em torno de um processo
concreto, oferecer o caminho NotebookLM faz parte do serviço.
Antes de tudo: questionar qual é a tarefa de Franklin
Antes de aceitar o enquadramento do trabalho — e antes de redigir qualquer
coisa — desconfie da premissa sobre o que Franklin efetivamente deve executar.
É fácil, tanto para Claude quanto para o próprio Franklin, assumir que a tarefa
é "redigir a peça principal do processo" quando o encargo real é mais estreito,
diferente, ou nem sequer dele. Esse erro custa caro: produz-se um documento
robusto que resolve o problema errado.
A chave costuma estar em por que e como aquele documento chegou até
Franklin. Os autos quase sempre contêm um despacho, ofício ou ato de
encaminhamento interno que redirecionou o processo à unidade em que Franklin
atua — e é nesse ato, não na petição inicial nem no ofício do tribunal, que
mora a definição concreta da tarefa.
Atenção a um ponto que arruína perguntas boas: o NotebookLM não conhece
Franklin nem o nosso contexto. Ele só lê o PDF. Uma pergunta como "qual ato
encaminhou o processo à unidade de Franklin?" não tem referente para ele —
"unidade de Franklin", "minha unidade", "este caso", "nós" são dêixis que só
fazem sentido entre Claude e Franklin. Antes de mandar qualquer pergunta,
traduza toda referência pessoal ou contextual para o termo concreto que
aparece nos autos: o nome do órgão em que Franklin atua naquele processo
(por exemplo, PGE-PPI ou PGE-IPERON, conforme o caso), o número do documento,
o nome da parte. A pergunta tem de ser autossuficiente — compreensível para
quem só tem o PDF e nenhuma memória da nossa conversa.
Perguntas a fazer (já com o nome do órgão concreto no lugar da referência
pessoal):
- Qual despacho ou ato encaminhou este processo à [nome do órgão, ex.: PGE-PPI],
e o que ele pede exatamente? (minutar peça de mérito? dar parecer pontual?
revisar minuta alheia? opinar sobre aspecto específico? só triar?)
- A [nome do órgão] é indicada como responsável pela manifestação, ou o
encaminhamento sugere recorte mais estreito (um interesse específico desse
órgão, e não a defesa global)?
- Há prazo fixado, e ele é atribuído à [nome do órgão] ou a outra unidade?
- O processo foi encaminhado à [nome do órgão] para manifestação, ou apenas
para ciência ou redistribuição?
Sinais de alerta de que a tarefa presumida pode estar errada: a matéria foge à
especialização de Franklin; outra unidade ou procurador já estava conduzindo o
feito; o documento parece ter "sobrado"; o encaminhamento é genérico. Em
qualquer desses casos, o primeiro bloco de perguntas ao NotebookLM deve
mirar o ato de encaminhamento e o papel de Franklin — antes de perguntar o
que a inicial alega ou de esboçar fundamentação. Defina a tarefa, depois
execute-a; não o contrário.
Quando oferecer (proativamente)
Ofereça quando as duas condições se somam:
- O trabalho está ancorado num processo específico — perguntas sobre os
autos, ou redação de qualquer peça/documento ligado a um caso concreto
(número CNJ, ADPF/ADI/RE, processo administrativo, PAD).
- A fundamentação se beneficiaria de fatos ancorados nas fontes que Claude
não tem integralmente no contexto: autos extensos, múltiplos documentos,
ofícios e manifestações de vários órgãos, laudos, acórdãos longos.
O gatilho mais comum é Franklin colar um resumo dos autos (como fez na ADPF
1.322) ou descrever um caso e pedir uma peça. Nesses momentos, antes ou logo
depois de começar, vale dizer: "esses autos parecem bons candidatos a entrar
no NotebookLM — se você subir os documentos, eu formulo perguntas para você
rodar lá e ancorar a peça nas fontes."
Quando NÃO oferecer
- Pergunta jurídica genérica, sem processo concreto ("como funciona embargos de
declaração com efeitos infringentes?").
- Os documentos relevantes já estão inteiros no contexto e são curtos —
nesse caso Claude já tem o que precisa, oferecer NotebookLM é fricção inútil.
- Tarefas não-processuais (blog, paper, Suno, código, genealogia).
- Franklin já indicou que não quer usar o NotebookLM neste caso. Não insista.
O fluxo de trabalho
Claude não acessa o NotebookLM; Franklin é o intermediário. O ciclo:
- Claude formula perguntas — específicas, uma ideia por pergunta,
redigidas para o NotebookLM responder com citação às fontes — e as
entrega num artifact (ver seção "Blocos em artifacts" abaixo).
- Franklin roda no NotebookLM e cola as respostas de volta.
- Claude integra as respostas na análise ou na peça, tratando-as como
conteúdo dos autos (e não como conhecimento próprio).
Trabalhe um bloco por vez, não tudo de uma vez. Mande um bloco de
perguntas, espere as respostas, e só então formule o próximo. O motivo é
substantivo, não de cortesia: o que as fontes respondem no primeiro bloco
muda quais perguntas valem a pena no segundo. Despejar todas as perguntas de
uma vez trava o trabalho num único enquadramento do problema antes de Claude
ver o que os autos efetivamente dizem — e foi exatamente isso que Franklin
pediu para evitar. Cada bloco é uma rodada de reconhecimento que recalibra a
seguinte.
Dentro de um bloco, varie os temas e as abordagens. Não concentre as
perguntas todas num único assunto nem numa única hipótese de solução. Um bloco
monotemático aposta tudo numa leitura do caso; um bloco variado abre frentes —
um pouco do que a inicial alega, um pouco do que as manifestações dizem, um
pouco dos fatos quantitativos, um pouco de eventuais lacunas. Assim as
respostas iluminam o problema por ângulos diferentes e Claude não se fecha
cedo demais numa tese. Mantenha o bloco enxuto (até cerca de dez perguntas
numeradas, conforme a necessidade da rodada) para Franklin rodar e devolver
sem fadiga.
Blocos em artifacts (payload limpo de colar)
Todo bloco de perguntas vai num artifact markdown — um arquivo
apresentado a Franklin, separado da conversa. O motivo é operacional:
Franklin copia o bloco inteiro para o NotebookLM, muitas vezes do celular,
e o artifact dá um payload limpo com botão de copiar, sem que ele precise
garimpar as perguntas no meio da prosa de Claude.
Regras do artifact:
-
Estrutura fixa: cabeçalho de instruções + perguntas numeradas, nada
mais. O cabeçalho fala com o NotebookLM (é prompt, não comentário);
as perguntas vêm em seguida. Nenhuma prosa dirigida a Franklin entra no
artifact — todo o raciocínio (o que este bloco quer descobrir, qual
pergunta é a falsificadora, o que decide o próximo passo) fica na
conversa. O artifact é payload; a conversa é o pensamento.
-
O cabeçalho instrui o NotebookLM sobre como proceder e como
referenciar. Modelo-base, a adaptar conforme o bloco:
Instruções: Responda às perguntas numeradas abaixo, uma a uma,
exclusivamente com base nos documentos carregados neste notebook.
Para cada resposta: (1) transcreva entre aspas o trecho literal que a
fundamenta; (2) identifique o documento de origem por tipo e
autor/órgão (ex.: "manifestação da SEPAT", "acórdão da 1ª Câmara
Especial") e informe a localização que consta no rodapé do PDF —
número do ID para documentos do SEI, página/ID dos autos para
documentos do PJe; (3) se as fontes não cobrirem o ponto, responda
"as fontes não informam" — não deduza nem complete com conhecimento
externo; (4) se houver documentos divergentes sobre o mesmo ponto,
aponte todos. Não faça análise jurídica nem emita opinião: limite-se
ao que os documentos dizem.
Adaptar por necessidade do bloco: um bloco sobre prazos acrescenta
"transcreva datas e certidões literalmente, com dia, mês e ano"; um
bloco de verificação de minuta (skill revisao-minutas) acrescenta
"responda inclusive quando a resposta for parcial ou implícita,
indicando o grau de correspondência"; um bloco sobre valores pede
transcrição numérica exata. O cabeçalho é curto — instruções que valem
para toda pergunta; o que vale para uma pergunta só vai na própria
pergunta.
-
Um artifact por bloco, nomeado de forma rastreável:
bloco-1-<identificador do processo>.md, bloco-2-.... Bloco novo é
artifact novo — não editar o anterior, para preservar o histórico da
investigação na conversa.
-
Autossuficiência vale dobrado aqui: como o artifact será colado
inteiro numa ferramenta que não conhece o contexto, cada pergunta segue
as regras da seção "Como formular boas perguntas" sem depender de nada
fora do próprio bloco — nem mesmo de outra pergunta do bloco.
-
Perguntas redirecionadas para pesquisa externa (web, juris-tjro,
ChatGPT) não entram no artifact do NotebookLM. Se houver queries
externas para Franklin rodar, elas vão num artifact próprio e separado,
identificado como tal e com cabeçalho adequado à ferramenta de destino
(ex.: exigência de número da ação, órgão julgador, data e situação para
resultados de jurisprudência).
O NotebookLM só sabe o que está nos autos
Limite estrito de escopo, sem exceção. O NotebookLM responde a partir dos
documentos que Franklin subiu — o PDF dos autos, as peças, os ofícios, as
manifestações, os laudos. Ele não é uma ferramenta de pesquisa jurídica
externa e tem acesso pobre a informação fora das fontes carregadas. Portanto,
toda pergunta deve ser sobre o conteúdo dos documentos do processo: o que
um documento diz, onde diz, qual o teor de uma manifestação, qual o pedido,
qual a localização (ID/página) de uma passagem.
Nunca pergunte ao NotebookLM sobre o que está fora dos autos: o conteúdo de
uma lei não juntada, teses doutrinárias, jurisprudência, precedentes do STF,
o que a Constituição "impõe", como tribunais vêm decidindo, qual a melhor
interpretação de um dispositivo. Esse tipo de pesquisa — lei, doutrina,
jurisprudência, tese — é feito com outras ferramentas (web search, a skill
juris-tjro para o TJRO, ou o ChatGPT, conforme o caso), nunca com o NotebookLM.
Se uma pergunta que Claude pensou em fazer não pode ser respondida apenas
lendo os documentos do processo, ela está no lugar errado: tire-a do bloco e
encaminhe-a para a ferramenta adequada.
Há um segundo limite, temporal: o PDF dos autos é um retrato da data de
exportação. Ato praticado depois da exportação não aparece nem para o
NotebookLM — a varredura "há algo posterior a [data]?" só alcança o que
está no arquivo. Quando a data de exportação for incerta, antiga, ou a
peça depender da fase atual do processo, conferir a linha de
movimentação corrente pela skill datajud (API pública do CNJ, por
número CNJ) antes de fechar o trabalho: é ela que pega a decisão
publicada ontem que o PDF não tem. O datajud traz metadados e
movimentação, não teor — se a movimentação revelar ato novo relevante,
o teor entra pelo PJe via Franklin.
Vale para as perguntas falsificadoras também: elas devem testar a tese de
Claude contra o que está nos autos (a inicial antecipou meu argumento? a
manifestação tem uma ressalva que eu ignorei? há nos autos indício que
contraria minha premissa de fato?), e não contra o estado da arte jurídico
externo.
Quando a pergunta é externa, Claude mesmo pesquisa
Tirar uma pergunta do bloco do NotebookLM não é abandoná-la — é redirecioná-la.
Quando o trabalho revela uma questão que só se resolve fora dos autos (o
alcance de um dispositivo constitucional, como o STF ou o STJ vêm decidindo
uma tese, o estado da doutrina sobre um instituto, o texto de uma norma não
juntada), Claude deve dizer isso a Franklin e oferecer-se para pesquisar com
as próprias ferramentas — web_search/web_fetch para jurisprudência,
doutrina e legislação em geral, a skill juris-tjro para precedentes do
TJRO, e a skill datajud para metadados e linha de movimentação de
qualquer processo (inclusive os conexos que a peça cita e cujos autos não
estão no notebook). Não há motivo para devolver a pergunta a Franklin como
tarefa dele se Claude pode executá-la.
Quando uma peça ou subsídio fica pronto e deixa em aberto um ponto de mérito
que dependerá de pesquisa externa (tipicamente, o que a unidade seguinte terá
de desenvolver), Claude deve antecipar e já entregar as queries de busca
prontas, em vez de só apontar que a pesquisa será necessária. O mesmo
princípio das perguntas ao NotebookLM se aplica aqui, adaptado: queries
específicas e variadas, e ao menos uma voltada a falsificar a tese que
Claude pretende sustentar — buscar o precedente ou a doutrina contrária, não
só a favorável, para que Claude conheça o adversário antes de escrever.
Sobre quem executa: há uma economia a respeitar. Rodar muitas buscas consome
tokens de Claude; conferir um retorno é mais barato que pesquisar do zero.
Por isso, quando a pesquisa externa for ampla ou exploratória, o padrão é
Claude entregar as queries prontas para Franklin rodá-las na ferramenta de
sua preferência (ChatGPT, em geral) e trazer o retorno, cabendo a Claude então
conferir, criticar e integrar — checando números de precedente, datas,
relator e trânsito em julgado, do mesmo modo como se exige ID/página do
NotebookLM. Claude roda a busca com as próprias ferramentas quando isso for
mais eficiente (uma ou duas consultas pontuais, verificação rápida de um fato),
mas não varre a web por atacado quando Franklin pode fazê-lo a custo menor. Em
qualquer caso, Claude entrega as queries de modo que possam ser executadas tal
como estão, e orienta Franklin a exigir da ferramenta as âncoras verificáveis
(número da ação, órgão julgador, data, situação) sem as quais o resultado não
é confiável.
Inclua perguntas que tentem falsificar suas próprias teses
Esta é uma regra de método, não opcional. Sempre que Claude já tem uma tese, um
argumento ou um enquadramento em construção, todo bloco deve conter ao menos
uma pergunta desenhada para derrubá-lo, não para confirmá-lo. Perguntar só o
que confirma a tese transforma o NotebookLM numa máquina de coletar munição a
favor — viés de confirmação puro. A investigação séria pergunta contra o
próprio alvo.
Concretamente, para cada tese que Claude esteja sustentando, formule a pergunta
na direção que mais a ameaça:
- Se a tese é "a lei tem salvaguarda contra X", pergunte se há nos autos algo
que mostre a salvaguarda falhando, sendo insuficiente ou contornada — não
apenas se a salvaguarda existe.
- Se a tese é "não há lesão porque a lei não foi aplicada", pergunte se há
qualquer indício de aplicação, efeito indireto, ato preparatório ou
expectativa de aplicação que contrarie a não-lesividade.
- Se a tese é "o argumento da parte adversa se ancora no dispositivo Y, que é
fraco", pergunte se a parte adversa também se ancora num dispositivo Z
mais forte que Claude esteja subestimando.
- Se Claude pretende afastar um vício por um fundamento, pergunte se as fontes
apontam um fundamento autônomo do mesmo vício que o argumento de Claude
não alcança.
O objetivo é que Claude descubra os pontos fracos da própria tese pelas
fontes, antes que a parte adversa ou o julgador os descubram. Uma resposta
que enfraquece a tese de Claude não é um fracasso do bloco — é o resultado mais
valioso que ele pode produzir, porque chega a tempo de corrigir o rumo. Se uma
rodada confirma tudo o que Claude já pensava, desconfie de que as perguntas
foram frouxas e endurece o próximo bloco.
Caso especial: quando o objeto do trabalho é uma minuta pronta da
assessoria (triagem para peticionamento), o método inverte por inteiro — a
minuta é a tese e todas as perguntas miram derrubá-la. Esse modo tem skill
própria, revisao-minutas, que herda daqui o formato dos blocos (incluindo
a entrega em artifacts) e muda a orientação.
Como formular boas perguntas para o NotebookLM
O NotebookLM responde melhor a perguntas factuais e ancoráveis. Calibrar
assim:
- Específica e singular. Uma pergunta = um fato. Em vez de "o que dizem as
manifestações?", pergunte "a SEDAM afirmou que a área X tem auto de infração
ambiental ativo? Em qual documento?".
- Peça a fonte com a localização do rodapé. "Cite o documento e o trecho"
— força ancoragem e dá a Claude o material para citar com precisão na peça.
Para documentos do SEI, peça expressamente o número do ID do
documento; para documentos do PJe, peça o número da página / ID dos
autos. Essas referências costumam constar no rodapé do PDF a que o
NotebookLM tem acesso, e permitem citar a localização exata na peça (por
exemplo, "conforme manifestação da SEPAT, ID nº ..."), em vez de um genérico
"consta nos autos". Formule sempre algo como: "cite o trecho e informe o ID
(SEI) ou a página/ID dos autos (PJe) que aparece no rodapé do documento".
- Mire o que falta. Pergunte o que Claude não consegue deduzir do que
já tem: datas, números de protocolo, nomes, valores, teor exato de um
dispositivo, o que cada órgão concretamente manifestou, se um documento
existe nos autos.
- Evite perguntas de opinião jurídica. O NotebookLM é para extrair o que
está nas fontes; a análise jurídica é trabalho de Claude. Pergunte fatos,
não teses.
- Varie dentro do bloco. Não enfileire seis perguntas sobre o mesmo
documento ou a mesma tese. Distribua entre frentes diferentes — alegações da
inicial, teor das manifestações, dados de fato, lacunas — para que a rodada
abra o leque em vez de aprofundar um só ponto.
- Autossuficiente, sem dêixis. O NotebookLM não conhece Franklin nem a
nossa conversa. Nunca escreva "minha unidade", "unidade de Franklin", "este
caso" ou "nós"; substitua pelo termo concreto dos autos — o nome do órgão
(PGE-PPI, PGE-IPERON, conforme o processo), o número do documento, o nome da
parte. A pergunta deve ser compreensível para quem só tem o PDF.
- Inclua a pergunta que te derruba. Ao menos uma por bloco deve mirar o que
enfraquece a tese de Claude, não o que a confirma (ver seção acima).
- Abra o bloco 1 com uma pergunta de inventário. Antes de qualquer
mérito, pergunte o rol das peças que compõem o material subido (com
IDs/páginas) e o último ato judicial ou administrativo com data. Custa
uma pergunta e calibra todas as outras: revela a fase do processo, o
que existe e o que falta — e os PDFs de autos costumam trazer índice
nas primeiras páginas, que o NotebookLM sabe usar.
- Quando a tese depende de sequência temporal, peça a cronologia
consolidada. Uma pergunta do tipo "liste em ordem cronológica os
atos [negociais/administrativos/processuais] relevantes, com data,
documento de origem e ID/página" rende mais que reconstituir a linha
do tempo por fragmentos de respostas — e é na cronologia que moram
fatos supervenientes, caducidades e preclusões.
- Numere as perguntas para Franklin colar as respostas na ordem.
Exemplo de primeiro bloco bem formulado (caso ADPF 1.322) — note como
abre questionando a própria tarefa de Franklin e só depois toca a matéria,
variando as frentes em vez de esgotar uma só, e deixando as respostas guiarem
o próximo bloco:
- Qual despacho ou ato de encaminhamento determinou a manifestação da
PGE-PPI (Procuradoria de Patrimônio Imobiliário) neste processo, e o que
ele pede exatamente — minutar peça, dar parecer, revisar, opinar sobre
aspecto específico, ou só ciência? Cite o trecho e o ID (SEI) ou página/ID
dos autos (PJe) do rodapé.
- O ato de encaminhamento fixa prazo, e ele é atribuído à PGE-PPI ou a outra
unidade? Informe o ID/página do rodapé.
- A petição inicial menciona expressamente a lei estadual de Rondônia, e
impugna artigos específicos ou a lei em bloco? Cite o trecho e o ID/página.
- A manifestação da SEPAT afirma que houve ou não titulação efetiva com base
na lei estadual? Cite a passagem e o ID/página do rodapé.
Integração das respostas
Interprete "as fontes não informam" como "não consta no material
subido ao notebook" — nunca como inexistência do fato ou do documento.
O NotebookLM só vê o PDF que Franklin carregou; uma certidão pode
existir no PJe, e um ofício pode existir no SEI, sem estarem no arquivo.
A distinção tem consequência prática: "não consta nos autos" pode ser
argumento (ônus da prova, documento não juntado pela parte contrária),
mas só depois de confirmar que o material subido corresponde aos autos
completos — e documentos administrativos citados nas peças do Estado
devem ser conferidos no SEI, fora do alcance do NotebookLM.
Quando Franklin trouxer as respostas do NotebookLM, trate-as como conteúdo
dos autos: fundamente a peça nelas, com a precisão que elas trazem, e
preserve as referências de localização que o NotebookLM citou — o ID do SEI ou
a página/ID dos autos do PJe —, levando-as para a peça de modo que cada
afirmação tenha sua âncora verificável no documento de origem. Se uma resposta
vier vaga ou o NotebookLM disser que a fonte não cobre o ponto, registre isso
honestamente — é informação útil (o documento não existe ou é silente) e pode
até virar argumento, como a ausência de titulação efetiva virou preliminar de
não-lesividade na ADPF 1.322.