| name | questions-quality |
| description | Use esta skill sempre que o usuário quiser avaliar, revisar ou melhorar perguntas de entrevistas, roteiros terapêuticos, questionários qualitativos, pesquisas de narrativa, formulários de satisfação, roteiros JTBD (Jobs to Be Done) ou qualquer conjunto de perguntas destinado a captar histórias reais e significados pessoais. Acione também quando o usuário colar perguntas e pedir para verificar se seguem boas práticas narrativas, ou pedir sugestões de perguntas e sequenciamentos adequados. Trigger words: "avaliar perguntas", "roteiro de entrevista", "captar narrativa", "pesquisa qualitativa", "perguntas para história", "revisar questionário", "perguntas terapêuticas", "narrative interview", "JTBD", "jobs to be done", "entrevista de cliente", "roteiro de pesquisa", "avaliar formulário".
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Narrative Capture — Avaliação e Melhoria de Perguntas
Skill para avaliar se perguntas (e a sequência entre elas) em entrevistas, formulários e roteiros terapêuticos seguem os princípios de captação de narrativas e extração de significado.
A skill atua em duas dimensões:
- Qualidade Individual: A pergunta em si evita vieses, abstrações e defesas?
- Qualidade do Sequenciamento: A ordem das perguntas respeita o funcionamento da memória humana?
🚨 ALERTA DE AMBIGUIDADE — Prioridade Zero
Antes de avaliar qualquer princípio, verifique se a pergunta é ambígua ou abstrata.
Se houver ambiguidade, a resposta será puro ruído incomparável.
- Palavras Relativas sem Referencial: "rápido", "fácil", "bom", "confortável", "prático", "barato".
- Frequências Vagas: "geralmente", "sempre", "muito", "pouco".
- Conceitos não-operacionais: "sucesso", "felicidade", "qualidade".
Regra de Ouro (Bob Moesta):
"There's no fast, just faster than… There's no easy, just easier than… There's no healthy, just healthier than..."
Palavras relativas não têm significado absoluto. Sem desembrulhar o referencial, cada pessoa interpreta de um jeito.
Como corrigir (Desembrulhamento): Peça o oposto ("o que seria o contrário?"), peça números, compare com o passado, ou use a técnica de bracketing ("o que seria rápido demais?").
Os 5 Pilares da Captação Narrativa
Estes super-princípios fundem a mecânica narrativa com a profundidade psicológica. Avalie o roteiro contra todos eles.
Pilar 1: O Relato Antes do Julgamento (Sequenciamento)
A história precede a nota. Aja com Simetria Cartográfica (sem julgamento de normalidade).
Se você pede uma nota, opinião, ou exige que a pessoa classifique algo ("Isso é um problema técnico ou emocional?") antes de pedir a história, o cérebro entra em viés de confirmação e fabricará um "relatório de defesa". O facilitador/entrevistador não é juiz da normalidade; todo comportamento (um sintoma psiquiátrico, uma gambiarra no software, uma transgressão) é tratado apenas como uma resposta às pressões do sistema. Evite condenar ou celebrar logo de início.
- ❌ NÃO FAZER (Viola o princípio): Em uma pesquisa de satisfação: "De 0 a 10, qual sua satisfação com o curso? (P1). Agora, conte um exemplo que justifique sua nota. (P2)." (A pessoa foi forçada a virar juíza antes de resgatar a experiência autêntica).
- ✅ FAZER (Respeita o princípio): "Pense na última aula que você assistiu. O que aconteceu nela, passo a passo? (P1). [...] Olhando de fora para essa experiência que você descreveu, que nota você daria a ela? (PX)."
Pilar 2: O Convite para o Concreto (Mecanismo de Captura)
Foque no "O que aconteceu?", não no "Por quê?". Histórias reais em vez de cenários genéricos.
A mente adora resumir a vida em cenários generalizados para evitar vulnerabilidade. Você deve ancorar a mente nas "bordas" da experiência real. As nuances de cada convite dependem do contexto da pesquisa:
Os 3 Convites para a Captura de Histórias
1. Convite A (Ambiguidade do Cotidiano ancorada no real)
- O Rótulo Universal: O Mapeamento de Sinais Fracos e da Rotina Oculta.
- Quando usar em qualquer contexto:
- Quando o cliente, a equipe ou o sistema estão presos em "respostas certas", diagnósticos prontos sobre si mesmos ou relatórios burocráticos.
- Quando você precisa explorar "domínios de lugar" (rotinas estáticas sem grandes crises aparentes) para entender a verdadeira cultura ou disposição do sistema antes de forçar qualquer intervenção.
- O Objetivo: Capturar os "mini-processos" do dia a dia e as micro-narrativas desprotegidas. O objetivo é evitar platitudes e descobrir como a rotina funciona hoje para identificar pequenos potenciais de evolução. (Nota para a IA: Nunca valide ou sugira perguntas para o Convite A que contenham superlativos como "mais", "menos", "pior", "melhor". Superlativos pertencem ao Convite C).
- O que FAZER:
- (Exemplo Organizacional/Equipes): "Imagine que um grande amigo seu vai assumir o seu lugar amanhã e você precisa prepará-lo para a realidade. Pense na sua última semana de trabalho. Qual foi o momento exato, ou a situação específica, que você relataria a ele para provar como as coisas realmente funcionam por aqui? O que aconteceu nessa situação?"
- (Exemplo Pessoal/Terapia - Opção 1: A ignorância do forasteiro): "Eu conheço a teoria sobre o [problema], mas a teoria não me diz absolutamente nada sobre como é a sua convivência real com ele. Eu não faço a menor ideia de como é o seu dia a dia lidando com isso. Você poderia me contar uma pequena história de algo que aconteceu nesta última semana que me mostre como é a sua rotina com o [problema] na prática?"
- (Exemplo Pessoal/Terapia - Opção 2: A via indireta): "A teoria não me diz nada sobre como é conviver com isso na prática. Se você fosse preparar alguém que vai acordar amanhã vivendo exatamente a mesma situação que você, que pequena história real dos seus últimos dias você contaria para mostrar a essa pessoa como as coisas de fato vão acontecer? O que aconteceu de verdade com você recentemente?"
2. Convite B (Anomalia Neutra)
- O Rótulo Universal: A Fricção Segura (Tópicos Sensíveis e Quebra de Expectativa).
- Quando usar em qualquer contexto:
- Quando o tema for altamente sensível, conflituoso, ou houver risco de o cliente adotar uma postura defensiva (ex: investigar um comportamento autodestrutivo, erros graves ou conflitos profundos).
- Quando o Convite A não funcionar pelo receio de exposição, e o Convite C for perigoso porque o cliente jamais admitiria o "seu pior erro".
- O Objetivo: Usar a heurística da surpresa e do desvio. A surpresa é involuntária e neutra (não exige que o cliente classifique a própria ação como "certa" ou "errada"). Perguntar sobre expectativas quebradas ajuda a relatar atritos e gatilhos reais do sistema, sem patologizar a atitude de ninguém.
- O que FAZER: "Olhando para trás na sua experiência recente com isso, você pode me contar sobre alguma vez em que foi surpreendido por algo ou em que suas expectativas foram viradas de cabeça para baixo? O que aconteceu de fato nesse momento?"
3. Convite C (Extremos Polarizados)
- O Rótulo Universal: O Rompimento da Apatia (Mapeando as Bordas).
- Quando usar em qualquer contexto:
- Quando o cliente estiver entediado, apático ou dando respostas pasteurizadas (ex: "minha vida é sempre igual").
- Quando a pessoa tenta lhe dar um "cenário genérico" (um resumo de várias memórias misturadas sem ação real).
- O Objetivo: Puxar a mente do "meio mundano" para as bordas extremas. Como não usamos histórias para narrar a monotonia, forçar a memória em direção à tensão máxima (o melhor ou o pior) destrói as generalizações e obriga a mente a ancorar-se em um evento único e real.
- O que FAZER: "Vá direto ao ponto: pense no último mês. Qual foi o dia específico em que você sentiu a maior frustração ou o maior alívio lidando com isso? O que aconteceu exatamente naquele dia?"
📌 Regra dos Demonstrativos (Cuidado com falsos positivos):
Se a pergunta usa "essas situações", "aquele momento", "isso que você contou", o demonstrativo ANCORA no material já coletado antes. Se o referencial está claro no contexto do roteiro, não é um cenário genérico, é um aprofundamento válido.
⚠️ Ferramentas de Aprofundamento (Como lidar com fugas):
- ❌ NÃO FAZER: "Como costuma ser a sua rotina?" (Convida um cenário genérico: "A gente sempre faz X...").
- ✅ FAZER (Follow-up de Funil): "Você mencionou que 'sempre acontece X'. Você consegue se lembrar de um dia específico da semana passada em que isso ocorreu? Como foi esse dia?"
Pilar 3: Baixo Custo Cognitivo e Caminho Indireto (Acesso Seguro)
Intuitivo para o público e acesso pelas bordas para temas sensíveis.
A pergunta deve ser respondível sem esforço analítico, sem jargões corporativos/clínicos e sem ataques frontais a temas delicados. Use projeção.
📌 A Armadilha das Opções Fechadas:
Exemplos servem para baixar o custo cognitivo quando a mente está em branco, NÃO para dar opções fechadas (o que gera viés de priming).
❌ NÃO FAZER: "Você foi dormir? Falou com alguém? Chorou?" (A pessoa só escolhe uma das opções).
✅ FAZER: "...pode ser qualquer coisa — desde ficar parada em silêncio até tomar uma atitude drástica." (O convite continua aberto).
- ❌ NÃO FAZER (Ataque frontal a tema sensível): "Você tem medo de errar e ser julgado? O que te impede de falar a verdade?"
- ✅ FAZER (Caminho Indireto com projeção): "Se fizessem um filme sobre o momento em que um erro grave é descoberto no setor, que cena apareceria? Pode ser alguém escondendo o problema ou alguém pedindo ajuda."
Pilar 4: Contraste, Âncoras e a Ética da Viabilidade (Aprofundamento)
Todo significado nasce do contraste. Avalie o que foi rejeitado e o custo material das escolhas.
Um roteiro de mapeamento de mudança, decisão ou manutenção de rotina (seja comprar um produto ou manter um vício) precisa investigar as forças de contraste e a viabilidade (assimetria de risco) do comportamento:
- Push / Fricção: O que empurra a pessoa (dor, atrito com o ambiente).
- Pull / Atração: O benefício esperado.
- Ansiedade / Custo: O medo do novo ou o esforço (energia, dinheiro) para gerenciar aparências e manter a camuflagem.
- Hábito / Inércia: O que prende ao passado.
- ❌ NÃO FAZER (Sem âncora e sem contraste): "Por que você escolheu agir assim?" (Resposta flutuará sem contexto).
- ✅ FAZER (Contraste e Viabilidade): "O que mudou na sua vida que te fez tomar essa decisão agora e não há seis meses? (Âncora temporal). O esforço diário para manter essa escolha (ou esconder partes dela) consome muita da sua energia? (Custo de camuflagem). O que quase te fez desistir na última hora? (Ansiedade)."
Pilar 5: O Autor é o Dono do Significado (Ética da Significação)
Quem vive a história, interpreta a história. A Identidade é uma ficção performada.
A coleta do fato deve ser separada da interpretação. O facilitador não deve agir como juiz, nem agradecer de forma mercantilizada ("obrigado pelo seu dado"). Convidamos o cliente a operar a ilusão da agência para editar o fluxo de sua própria história usando a Distância Narrativa.
- ❌ NÃO FAZER: Após ouvir uma história: "Isso mostra que você tem resistência à mudança. Obrigado por compartilhar essa informação conosco."
- ✅ FAZER: Após ouvir uma história: "Olhando de fora para o personagem dessa história que você contou, o que mais dificultou a vida dele? Se a sua vida fosse um livro, qual título as suas ações recentes dariam para o capítulo atual? Esse é o título que você quer assinar como autor?"
Resumo Prático: O Protocolo Completo de Captação e Ação
FASE 1: A Coleta (Escolhendo o convite e ancorando no real)
A Regra de Ouro: Não faça a pergunta baseada no que você quer saber, mas no estado mental do cliente no momento. E, independentemente do convite escolhido, nunca deixe a pessoa falar no abstrato; exija sempre a lembrança de um dia ou evento específico para evitar que ela invente um "cenário genérico".
- O cliente está vivendo no piloto automático e você quer mapear os sinais fracos do dia a dia (sem receber resumos genéricos)? → Use o Convite A (A Ignorância do Forasteiro e o Dia Específico). A Tática: Aplique as "palavras mágicas". Confesse que a teoria não ajuda a entender a vida prática dele, o que baixa as defesas e lhe dá autoridade. Em seguida, faça uma pergunta de funil: exija a lembrança de um evento isolado recente para impedi-lo de fundir vários dias em um cenário abstrato. (Ex: "Nós conhecemos a teoria sobre [o problema], mas eu não sei como é realmente viver e depender disso todos os dias. Você sabe, então eu gostaria de ouvir isso de você. Você consegue se lembrar de um momento ou de um dia específico nesta última semana em que precisou lidar com isso? O que aconteceu de fato naquele exato momento?")
- O cliente está na defensiva, lidando com um assunto tabu ou cheio de culpa? → Use o Convite B (A Anomalia Neutra). A Tática: Remova o peso moral de "certo e errado" e pergunte puramente sobre a quebra de expectativa. (Ex: "Conte sobre um momento exato recente em que você foi surpreendido ou suas expectativas sobre isso falharam.")
- O cliente está entediado, apático ou dando respostas teóricas prontas? → Use o Convite C (Extremos Polarizados). A Tática: Quebre a inércia forçando a mente a ir para as bordas de tensão máxima. (Ex: "Vá direto ao ponto: qual foi o dia específico do último mês em que você sentiu a maior frustração ou o maior alívio lidando com isso?")
FASE 2: A Significação (A autonomia do sentido)
A Regra de Ouro: O facilitador não é um tradutor. Não resuma, não embeleze e não imponha um diagnóstico à história que acabou de ouvir.
- A Tática (Distância Narrativa): Colete a história crua. Em seguida, faça perguntas para o autor sobre a própria história dele, como se ela fosse um objeto na mesa. (Ex: "Olhando de fora para esse relato, o que esse personagem poderia ter feito diferente?" ou "Se essa história fosse uma lição para a empresa/para o seu futuro, qual seria a mensagem central?"). O cliente extrai o próprio significado.
FASE 3: A Intervenção (A heurística da ação pragmática)
A Regra de Ouro: O objetivo de coletar histórias não é apenas ter empatia, mas agir no mundo de forma segura, sem planos grandiosos e inflexíveis.
- A Tática (Mais como esta, menos como aquela): Com a história contada e significada pelo autor, a sessão ou reunião deve ser encerrada com uma única e poderosa pergunta de direcionamento tático:
"Olhando para a realidade que essa história nos mostrou, qual é a menor atitude ou experimento seguro que podemos testar HOJE para gerar mais histórias como esta (se for boa) ou menos histórias como aquela (se for ruim)?"
Pilar Adicional: Complexidade e Ensaios Viáveis (Cynefin)
(Use para dinâmicas de estratégia, cultura, design organizacional e terapia focada em ação)
- Possível Adjacente: Fuja de qualquer "futurologia" ou estado idealizado (seja visão de 5 anos, próximo trimestre ou "quando tudo melhorar"). O futuro é imprevisível. Pergunte algo como nesse exemplo, mas adaptado e contextual: "A partir dos recursos e do cansaço que temos hoje, qual o próximo passo prático que podemos dar nos próximos dias?"
- Amplificação/Amortecimento: "Olhando para essas histórias reais, como podemos agir para ter mais histórias como estas e menos como aquelas?"
- Experimentação (Ensaio Viável): Propõe sondas seguras para falhar. "Mesmo sabendo que mil forças empurram você (ou a empresa) nessa direção, qual pequeno experimento para mudar a rota você consegue testar nos próximos dias?"
Fluxo de Avaliação (Individual e Sequencial)
Ao receber um roteiro, entrevista ou formulário, siga rigorosamente esta estrutura de análise:
Passo 1: O Contexto
Identifique se é Clínico/Terapêutico, Pesquisa/Entrevista (ex: JTBD) ou Formulário Escrito. O nível de projeção e o Convite recomendado (Pilar 2) mudam conforme o contexto. Respeite a autonomia do contrato proposto pelo usuário.
Passo 2: Varredura de Ambiguidade (🚨)
Aponte todas as palavras relativas e vagas. Lembre-se da Regra de Ouro (não há "rápido", só "mais rápido que").
Passo 3: Diagnóstico do Sequenciamento (O Arco Narrativo)
Avalie o roteiro como um todo usando todos os Pilares para verificar a saúde do arco narrativo:
- O aquecimento é seguro ou já ataca com alto custo cognitivo logo no início? (Pilar 3)
- O roteiro garante a extração do relato concreto antes de pedir contraste ou análise? (Pilares 1 e 2)
- O aprofundamento por contraste só ocorre depois que a história base foi contada? (Pilar 4)
- O roteiro permite que o usuário interprete sua própria história no final? (Pilar 5)
Passo 4: Diagnóstico Individual das Perguntas
Avalie cada pergunta contra os Pilares 2, 3 e 4. Verifique com cuidado a Regra dos Demonstrativos (não flaggar se for âncora legítima) e a Armadilha das Opções Fechadas.
- ✅ Passa | ⚠️ Ajuste | ❌ Reescrever
Formato de Saída Obrigatório
Entregue sua avaliação dividida claramente nas seguintes seções:
1. 🚨 Alertas de Ambiguidade
Liste os termos encontrados e por que quebram a coleta.
2. Avaliação da Sequência (A Ordem Atual)
Explique o diagnóstico feito no Passo 3, detalhando como está o arco narrativo (se força viés de confirmação, se começa pesado demais, etc). Sinalize se o roteiro está cobrindo ou ignorando a Fricção, o Esforço Material ou as Forças da Mudança.
3. Avaliação das Perguntas Individuais e Táticas de Resgate
Para cada pergunta, indique:
- Status: ✅ / ⚠️ / ❌
- Princípio(s) violado(s): (Ex: Pilar 3 - Caminho Indireto; Pilar 2 - Cenário Fabricado).
- Justificativa curta.
- Tática de Resgate (Complemento / Follow-up): Se o usuário indicou que precisa manter uma pergunta problemática (por restrições do projeto), ou se a pergunta original tende a gerar respostas genéricas, sugira uma pergunta complementar imediata para neutralizar o viés e salvar a coleta. (Ex: Se o roteiro exige perguntar "Quais são seus desafios?", a tática de resgate é logo na sequência forçar um mini-processo: "E da última vez que bateu de frente com esse desafio, o que você tentou fazer primeiro? E depois?")
4. 🛠️ Propostas de Resolução (Os 3 Níveis)
Ofereça ao usuário as três alternativas de resolução abaixo:
Nível 1: Otimização Individual (Mantém a Ordem, Melhora o Texto)
- Reescreva as perguntas para melhorar os Convites (Pilar 2), reduzir o Custo Cognitivo (Pilar 3) e inserir Contraste/Viabilidade (Pilar 4), mas mantenha a ordem original pedida pelo usuário. Caso o usuário informe que não pode alterar o texto, foque nas Táticas de Resgate do item anterior.
Nível 2: Reordenação Estrutural (Mantém o Texto, Arruma a Ordem)
- Mude a ordem das perguntas para respeitar o Pilar 1 (Relato antes do Julgamento), mas use as perguntas originais do usuário com o mínimo de alteração possível.
Nível 3: O Padrão Ouro (Nova Ordem + Perguntas Otimizadas)
- A sugestão ideal da Skill. Nova estrutura de roteiro onde a ordem respeita a memória e o texto aplica projeção, convites explícitos e extração de significado através de distância narrativa.
🤖 Notas para o Avaliador (IA)
- Simetria Cartográfica: Nunca julgue o objetivo de pesquisa do usuário com base em "moralidade". O seu papel é mapear a viabilidade da ferramenta de coleta, não a moralidade do que está sendo pesquisado.
- Respeite a Intenção: Suas alternativas (nos 3 níveis) devem buscar o MESMO DADO que o usuário tentava acessar originalmente, apenas mudando a rota para torná-la viável e livre de vieses.
- Futurologia: Sinalize ao usuário se o roteiro dele parece projetado para fazer a pessoa "teorizar" sobre algo que ela ainda não viveu. Perguntas narrativas funcionam com a memória (passado), não com a imaginação do futuro.
- Seja pragmático: No final, aponte qual a principal falha estrutural do roteiro para o usuário focar o aprendizado dele.
- Antes de imprimir a saída: Re-avalie o Nível 3 silenciosamente para garantir que você não inseriu nenhuma palavra vaga ou jargão na sua sugestão ideal.