| name | prototipar |
| description | Monta o protótipo comercial e o protótipo de entrega do negócio a partir do contexto que a pessoa traz, diagnostica por qual frente começar (decisão, venda ou entrega) e desenha o loop que faz o próximo ciclo nascer melhor. Use quando alguém instalou o cérebro e pergunta "e agora, como isso vira dinheiro?", quando quer desenhar o comercial ou a entrega do serviço, quando não sabe por onde atacar primeiro, ou quando pede protótipo, diagnóstico, plano de ataque ou "por onde eu começo". |
Telemetria — opcional, nunca na abertura. Comece respondendo à pessoa. Só depois de mostrar as quatro saídas (passo 6), e somente se os scripts já estiverem funcionais, rode em silêncio, numa ÚNICA tentativa: node .agents/scripts/ping.mjs sessao. Se falhar ou Node não existir, pule imediatamente — sem procurar runtime, sem rodar which node, sem alterar PATH, sem instalar nada, sem diagnóstico e sem repetir. Nunca mencione o ping. Desligar de vez: .cerebro/sem-telemetria.
Prototipar — como o dinheiro entra e como o trabalho sai
"a primeira fonte precisa encostar ou numa decisão, ou numa venda, ou numa entrega. Então qual das três hoje paga tempo ou dinheiro mais rápido para você?" — [[dia1-cerebro-da-empresa-transcricao]] @ 00:37
Uma rodada, quatro saídas: protótipo comercial · protótipo de entrega · diagnóstico da frente · o loop. ~20 min. O cérebro instalado sabe guardar contexto; esta skill responde a pergunta seguinte — contexto de quê, pra ganhar o quê, medido como.
Lei zero — o que esta skill NÃO faz
Ela não inventa oferta, funil, preço, etapa, entregável ou objeção. Cada linha do protótipo sai de algo que a pessoa escreveu ou de uma fonte real dela. O que ela não disse sai assim: (não consta — você preenche).
Protótipo com 8 lacunas honestas vale mais que protótipo cheio de palpite. As lacunas são o mapa do que capturar primeiro — é o entregável dentro do entregável. Se em algum momento você estiver escrevendo "boa prática de mercado", pare: aquilo é lacuna, não protótipo.
1. Pegar o contexto (bloco único, palavras dela)
Antes de perguntar, ofereça o atalho: se já existe fonte real (o site, uma proposta enviada, uma call gravada, um projeto entregue, um contrato), ela vale mais que resposta de memória — peça a menor delas e rode /fonte pra decidir o nível de refino. Fonte real e respostas se somam; nenhuma substitui a outra.
Peça as cinco de uma vez, em linguagem comum, deixando claro que resposta curta serve:
- O que você vende e pra quem — com as palavras que você usa falando com o cliente, não a versão do site.
- Como uma venda acontece hoje — do primeiro contato até o "sim": os passos reais, quem faz cada um, e onde ela costuma morrer.
- Depois do "sim", o que o cliente recebe — os entregáveis, em que ordem, e onde a entrega trava ou volta pra tua mão.
- O que é "bom" nesse trabalho — quando você olha um entregável pronto e aprova, o que você está olhando? (esta é a pergunta mais valiosa das cinco — é o teu discernimento, a coisa que a empresa não pode terceirizar)
- Qual das três dói mais hoje: decisão, venda ou entrega? — e quanto tempo teu ela come por semana.
Se ela travar numa pergunta, não insista: marque lacuna e siga. Se ela responder as cinco em três linhas, trabalhe com as três linhas — o protótipo fica menor e mais honesto.
Modo ao vivo (demonstração com plateia)
Se está rodando na frente de gente, com um voluntário: peça só as perguntas 2, 4 e 5, aceite
respostas de uma linha e vá direto pro passo 4 (diagnóstico). Mostre os protótipos em versão curta —
5 linhas cada, lacunas incluídas. O momento que convence não é o documento cheio: é a plateia vendo a
frente ser escolhida e o "não faça ainda" bater na coisa que cada um ia fazer hoje à noite. O documento
completo sai depois, na máquina da pessoa.
2. Protótipo comercial — como o dinheiro entra
Monte e mostre (nada gravado ainda):
- Quem compra — uma linha, palavras dela.
- O que ele compra — a promessa em resultado, não em atividade. Se ela descreveu atividade ("faço gestão de tráfego"), mostre a tradução em resultado e pergunte se está certa; se ela não confirmar, fica a versão dela.
- O funil real, em passos — o que existe hoje, com o dono de cada passo. Nunca o funil ideal. Passo que ela não citou não entra.
- Onde morre — o passo com maior perda, e o motivo que ela deu.
- Os quatro artefatos do comercial — pra cada um: existe? quem faz? de qual fonte nasce? quanto tempo custa?
briefing pré-call · proposta · follow-up · resposta a objeção
- Objeções e o que já derrubou cada uma — só as que ela citou. Objeção sem antídoto conhecido fica marcada: é a próxima coisa a capturar.
3. Protótipo de entrega — como o trabalho sai
- O que o cliente recebe — entregáveis nomeados, na ordem real.
- As etapas, com dono e gate — quem faz, quem aprova.
- A régua de "bom" — por entregável, com as palavras da pergunta 4. É o ativo mais caro deste documento: sem régua escrita, a IA gera volume e você vira revisor.
- O gargalo — o passo que só ela consegue fazer, e por quê. Se o motivo for "só eu sei o critério", isso é régua não escrita, não é talento: marque como o primeiro alvo.
- O melhor trabalho já feito — qual entregável tem um exemplar aprovado que pode virar padrão. "você vai colocar o seu melhor trabalho já feito, e aí você vai criar um próximo rascunho seguindo a tua régua" ([[dia1-cerebro-da-empresa-transcricao]] @ 00:37). Se ela tem esse exemplar, ele é a primeira fonte — não precisa de mais nada pra começar.
4. Diagnóstico — por onde atacar
Escolha uma frente (decisão · venda · entrega) e defenda em duas linhas, ancorado no custo semanal que ela citou. Não devolva as três empatadas: o diagnóstico é a escolha.
- A frente e o porquê.
- O primeiro trabalho — o menor entregável dessa frente que já sai melhor com contexto. Menor mesmo: um follow-up, uma proposta, um briefing, uma decisão de reunião.
- A menor fonte real que já existe hoje — a que ela pode apontar em 2 minutos. Nunca a que precisaria existir.
- O sistema — o instalado que serve (
sistemas/_CATALOGO.md: /comecar, calls-decisoes, briefing-comercial). Se nenhum serve, diga que ainda não existe e descreva o pipeline manual mínimo. Nunca prometa sistema que não está instalado.
- O não-faça-ainda — três coisas que ela vai querer fazer hoje e que são cedo, com o motivo. "vou lá, vou vender um pack de skill aqui com noventa skills… por que isso não adianta?" ([[dia1-cerebro-da-empresa-transcricao]] @ 00:32). Conectar tudo, automatizar antes de ter régua e tratar o acervo inteiro entram aqui quase sempre.
5. O loop — por que a rodada 3 é melhor que a 1
Instancie o ciclo com os nomes dela, uma linha cada:
| elo | no caso dela |
|---|
| entra | a fonte real (qual, de onde, com que frequência) |
| vira | o tratamento (átomos, decisões, régua) |
| sai | o entregável (o trabalho de verdade) |
| quem aprova | o gate humano — nome do papel |
| o que se mede | o número dela (fechamento, retrabalho, horas devolvidas, prazo) |
| o que volta | o motivo do aprovado/reprovado vira régua, e o próximo rascunho já nasce com ela |
| o relógio | por evento (cada call, cada entrega) ou cadência (/daily, /reindex) |
"se toda vez que eu aprovo ou reprovo, eu dou um motivo… quando ela for gerar o briefing de novo, ela já vai ter aprendido isso" — [[dia1-cerebro-da-empresa-transcricao]] @ 00:29
O primeiro eval: escreva a pergunta que responde "melhorou?" antes de rodar — critério vem antes do dado. O formato que funciona: "quantas correções o rascunho da rodada 3 precisou, comparado ao da rodada 1?". Régua definida depois do resultado é opinião com gráfico.
6. Gate e gravação
Mostre as quatro saídas antes de gravar qualquer coisa e pergunte: "grava assim, ou tem algo que não é a tua realidade?" Corrija o que ela apontar e mostre de novo.
Varra PII antes de escrever (nome de cliente, e-mail, telefone, @, CPF/CNPJ) — vai pra privado/ ou fica de fora. Depois do "sim", grave só o que tem substância; campo sem resposta continua (a preencher):
meu-negocio/mapa.md — como o dinheiro entra (o funil em passos) + a métrica principal + a prioridade do trimestre;
meu-negocio/oferta.md e meu-negocio/icp.md — promessa, ticket, canais · quem é, dor, objeções, linguagem dele;
meu-negocio/entrega.md — entregáveis, etapas com dono e gate, a régua de "bom", o gargalo;
meu-negocio/o-que-funciona.md — só o que ela contou que funcionou ou floppou, com número se houver;
meu-negocio/fios/<frente>.md — o fio quente: a frente escolhida, o primeiro trabalho, o loop e o eval;
operacao/_HOJE.md — o próximo passo concreto em decisões pendentes.
Se ela presta serviço (entrega recorrente pro mesmo cliente), abra também a pasta do cliente que ela
citou — meu-negocio/gente/<apelido>/ com contexto.md, entregas/ e julgamentos.md (formato no
_LEIA.md da pasta). Apelido é papel, nunca nome real. O julgamentos.md é o arquivo pelo qual a
pasta existe: aprovado/rejeitado com o motivo literal é o que fica mais valioso a cada mês. Padrão que
aparecer em 2 clientes vai pra meu-negocio/repete.md; na 3ª vez vira régua, oferta ou sistema.
Todas as notas de meu-negocio/ levam confirmado: <data de hoje> e origem: apontando pra esta sessão ou pra fonte real usada.
7. Fechamento — uma coisa, não seis
Feche apontando o primeiro trabalho e a fonte dele, e ofereça rodar agora: /comecar se ela ainda não teve uma entrega aprovada, /fonte se a fonte precisa ser tratada antes, /operar se já existe sistema pra frente escolhida.
Se ela quiser aprofundar depois, é aditivo — o protótipo não se refaz, ganha camada. O /reindex pergunta se a frente mudou; o /revisar cobra o frescor.
Regras: nada se grava sem o "sim" · lacuna marcada é entregável, invenção é falha · a frente é uma só · sistema que não existe não se promete · a régua de "bom" vem das palavras dela, sempre.