| name | mira-direct-slide-sequence |
| description | Converter uma MIRA Story Bible e uma Audience Journey Map em uma sequência cinematográfica de cenas-slide, produzindo um MIRA Slide Score com função dramática, quadro inicial, ação, virada, revelação, informação retida, narração, texto mínimo, metáfora visual e transição causal para cada slide. Usar quando a história e a jornada do público já existem e precisam virar storyboard ou plano de slides. Não usar para pesquisar fatos, criar a premissa, arquitetar toda a história, encenar o quadro nem coreografar animações. NÃO usar para montar o deck: o plano de slides que vira HTML é do /mira-planner com o /mira-builder, e a animação é do /mira-animator. |
MIRA Direct Slide Sequence
Onde isto entra no Mira
Cadeia narrativa do Mira, em ordem: /mira-premise-forge, /mira-concept-storyteller, /mira-story-architect, /mira-design-audience-journey, /mira-direct-slide-sequence, /mira-direct-scene, /mira-direct-cinematic-motion, /mira-scene-brief. No fim, o /mira-animator (ou o /mira-cine-animator, no deck cinematográfico) escreve a animação dentro do index.html do deck, e o /mira-builder monta o resto.
Etapa 5. Recebe Story Bible e Audience Journey Map. Entrega o MIRA Slide Score, uma cena por slide.
Nenhuma skill desta cadeia escreve HTML, e nenhuma delas cria a metáfora animada: o método de metáfora, a rubrica de 85 e o código do slide são do /mira-animator.
Idioma e formatação seguem agents/_shared/idioma.md: português brasileiro com acentuação correta e UTF-8 direto, nunca entidades HTML nem escapes Unicode. Travessão é proibido em qualquer texto entregue, inclusive narração e texto de tela: use vírgula, dois-pontos ou reescreva a frase.
Resultado
Transformar história e jornada do público em um MIRA Slide Score: uma montagem de cenas-slide em que cada quadro cria necessidade para o seguinte e cada transição preserva ação, pergunta, emoção ou símbolo.
Tratar o slide como uma cena narrativa, não como página, tópico ou contêiner de conteúdo. Cada slide deve possuir:
- estado visual inicial;
- acontecimento observável;
- mudança de estado;
- virada ou revelação;
- efeito no público;
- gancho causal;
- estado de saída aproveitado pela próxima cena.
Receber preferencialmente mira-story-architect + mira-design-audience-journey e entregar o resultado a mira-direct-scene, que encena o quadro antes de mira-direct-cinematic-motion coreografar o movimento.
Regras invioláveis
Uma cena, um acontecimento dominante
Dar a cada slide uma função dramática e uma afirmação principal. Quando houver dois acontecimentos independentes, dividir. Quando dois slides repetirem a mesma mudança, fundir.
Imagem e fala fazem trabalhos diferentes
Fazer a imagem mostrar ação, relação, escala, consequência ou transformação. Fazer a narração orientar interpretação, fornecer contexto invisível ou criar contraponto. Não narrar literalmente o que já está evidente.
Texto de tela é evidência, não roteiro
Usar somente palavras indispensáveis: nome, número, regra, escolha, rótulo contrastante ou frase memorável. Não usar parágrafos para compensar uma cena vazia.
Regra Zero
Nenhum slide pode depender de um estado completamente estático. Planejar entrada, acontecimento, estado vivo e saída, mesmo quando a cena pede silêncio ou contemplação. A encenação do quadro será definida por mira-direct-scene e o movimento detalhado por mira-direct-cinematic-motion.
Transição é causal
Fazer a próxima cena nascer de uma pergunta, ação, objeto, direção, forma, som, valor ou consequência da cena anterior. Evitar transições bonitas que reiniciem a história.
Entradas
Obter ou inferir:
- premissa e princípio organizador;
- Story Bible, teia de cenas e beats;
- Audience Journey Map e ledgers;
- âncora de verdade e limites;
- público e contexto de apresentação;
- duração, proporção e quantidade aproximada de slides;
- tom, linguagem visual disponível e restrições de produção;
- grau de dependência da narração ao vivo.
Se a jornada do público não disser o que muda em cada beat, devolver para mira-design-audience-journey. Se a cena não possuir ação, conflito ou causalidade, devolver para mira-story-architect.
Fluxo obrigatório
0. Trancar a frase de montagem
Definir em uma frase como a sequência inteira progride visualmente:
O público acompanha [processo visual] que se transforma de [estado inicial]
em [estado final] à medida que descobre [ouro da história].
Essa frase deve nascer do princípio organizador. Ela orientará recorrências, contraste, ritmo e continuidade.
1. Definir o orçamento de cenas
Derivar quantidade de slides de acontecimentos e duração, não de um número arbitrário.
- Dar slide próprio a uma mudança decisiva de estado, revelação, escolha ou consequência.
- Agrupar explicações subordinadas dentro da mesma ação.
- Reservar espaço para pausas, antecipação e payoff.
- Não aumentar a contagem apenas para variar imagens.
Quando não houver duração, assumir uma história curta de 10 a 14 cenas-slide e ajustar pela densidade conceitual.
2. Desenhar a macrosequência
Usar a gramática adequada em sequence-grammar.md. Uma sequência de impacto costuma incluir:
- perturbação inicial;
- promessa ou pergunta;
- orientação mínima;
- primeira tentativa;
- contradição;
- escalada;
- reinterpretação intermediária;
- custo humano;
- crise ou escolha;
- revelação principal;
- prova por nova ação;
- novo equilíbrio e sabedoria.
Não aplicar como molde fixo. Preservar a cadeia causal da Story Bible.
3. Converter beats em cenas-slide
Para cada beat da jornada, decidir se ele:
- merece uma cena própria;
- deve ser combinado com outro;
- precisa ser desdobrado para permitir previsão e consequência;
- deve ocorrer apenas na narração;
- deve ser removido por não alterar estado.
Exigir que cada slide altere pelo menos dois dos seguintes: ação, informação, emoção, relação, valor, interpretação, espaço ou tempo.
4. Projetar o primeiro quadro
O primeiro quadro deve orientar antes de mover. Definir:
- objeto ou personagem dominante;
- relação espacial importante;
- estado inicial legível;
- tensão já presente;
- informação que pode ser inferida sem fala;
- área de composição para texto indispensável.
Evitar cenários genéricos. O primeiro quadro deve carregar arena, regra e pergunta local.
5. Projetar a ação visual
Escolher um verbo observável que expresse o mecanismo:
- dividir, comprimir, competir, distribuir, ocultar, pesar;
- aproximar, corroer, acumular, inverter, contaminar, conectar;
- abrir, bloquear, transformar, falhar, substituir, iluminar.
Rejeitar verbos vazios como “aparecer”, “flutuar” ou “brilhar” quando não comunicarem significado.
Usar visual-metaphor-and-continuity.md para preservar relações conceituais e símbolos.
6. Construir a microestrutura da cena
Cada slide deve seguir a menor forma necessária:
orientação → expectativa → ação → resistência → virada → estado de saída
Nem toda cena precisa exibir seis fases separadas. A virada é obrigatória: ao final, algo deve estar diferente e exigir continuação.
7. Distribuir informação e revelações
Copiar os ledgers da Audience Journey para a montagem:
- mostrar cada fato lógico até o prazo necessário;
- posicionar pistas no quadro, na ação ou na fala;
- impedir que texto revele antecipadamente o significado da imagem;
- fazer o payoff usar elemento já visto;
- registrar exatamente o que permanece retido após cada slide.
Não esconder regras de comparação, escala, identidade funcional ou condição causal indispensável.
8. Escrever narração e texto de tela
Para cada slide:
- escrever narração curta, falável e rítmica;
- usar contraponto quando a imagem já comunica o literal;
- colocar termo técnico somente após ou durante sua demonstração;
- limitar texto de tela ao mínimo que precisa ser lido;
- preservar números, nomes e ressalvas factuais quando forem evidência.
Não inserir notas de produção no conteúdo visível.
9. Projetar continuidade e transições
Escolher uma lógica dominante por transição:
- causal: consequência atravessa para a próxima cena;
- objeto: elemento persistente muda de função;
- match: forma, cor ou movimento encontra equivalente;
- espacial: câmera atravessa limite ou revela nova escala;
- temporal: estado envelhece, acelera ou retrocede;
- simbólica: símbolo muda de significado;
- sonora: fala ou som começa antes da mudança visual;
- contraste: corte deliberado cria choque de valor.
Registrar o ponto de saída e o primeiro quadro seguinte. Não detalhar easing ou implementação.
10. Compor ritmo e variedade
Alternar de forma intencional:
- escala íntima e ampla;
- movimento e suspensão;
- densidade e vazio;
- humor e consequência;
- exterior e interior;
- antecipação e aceleração;
- imagem única e comparação;
- continuidade fluida e corte brusco.
Evitar duas metáforas funcionalmente idênticas em sequência. Variar silhueta sem romper o mundo, os símbolos ou o princípio organizador.
11. Projetar o slide UAU
Escolher um ou dois momentos culminantes, não transformar todos em clímax.
Um slide UAU deve combinar:
- imagem que só poderia existir nesta história;
- transformação visível irreversível;
- payoff de pista ou símbolo;
- mudança emocional causada;
- descoberta conceitual;
- continuação ou consequência imediata.
Se o slide continuar impressionante após remover o conceito, provavelmente é espetáculo genérico.
12. Produzir o MIRA Slide Score
Usar o schema em slide-score-schema.md. Para cada slide, especificar:
- número e título de trabalho;
- função dramática;
- estado do público na entrada e saída;
- quadro inicial;
- ação e microvirada;
- informação entregue, pista e retenção;
- emoção e causa;
- metáfora ou símbolo;
- narração;
- texto de tela;
- transição causal;
- requisitos de fidelidade;
- handoff para movimento.
13. Aplicar o Gate UAU de montagem
Pontuar de 0 a 5:
| Critério | Teste |
|---|
| Gancho | A primeira cena exige a segunda? |
| Causalidade | Cada cena nasce da anterior? |
| Visualidade | A ação comunica antes da explicação? |
| Revelação | Pistas e payoffs estão na ordem certa? |
| Ritmo | Há ondas de aceleração, pausa e impacto? |
| Emoção | Consequências são sentidas no momento correto? |
| Participação | O público prevê ou reinterpreta antes da resposta? |
| Continuidade | Objetos, símbolos e estados atravessam cenas? |
| Singularidade | Os slides pertencem somente a esta história? |
| Fidelidade | A montagem preserva mecanismo e limites? |
| Fechamento | O final paga o gancho e produz sabedoria? |
Exigir média mínima 4, fidelidade 5 e nenhuma cena indispensável abaixo de 4 em causalidade ou visualidade.
Contrato de saída: MIRA Slide Score
Entregar:
- premissa;
- frase de montagem;
- duração e orçamento de cenas;
- macrosequência;
- mapa de continuidade e símbolos;
- ritmo geral;
- tabela completa slide a slide;
- slides UAU e respectivos payoffs;
- ledger final de informações e revelações;
- auditoria de fidelidade e montagem;
- handoff para
mira-direct-scene.
Auditoria final
Bloquear e refazer se:
- a sequência parecer uma agenda ilustrada;
- uma cena existir apenas para explicar;
- dois slides consecutivos repetirem função ou metáfora;
- o primeiro quadro não orientar espaço, objeto e tensão;
- a ação não possuir verbo significativo;
- a narração repetir a imagem;
- o texto de tela carregar a maior parte do conceito;
- informação indispensável for escondida;
- a transição apenas trocar de página;
- o slide UAU puder pertencer a qualquer história;
- o fechamento resumir em vez de provar a transformação;
- menos de 80% das cenas dependerem majoritariamente de imagem e ação para comunicar sua mudança central.