| name | vsl-video-vendas |
| description | Cria copy estruturada para Vídeo de Vendas de Valor (VVV) seguindo a metodologia Light Copy e aplicando o Manual da Copy (15 princípios + 20 vícios proibidos). Use sempre que o usuário pedir roteiro de VSL, copy de vídeo de vendas, vídeo de vendas de valor, VVV, roteiro de lançamento, copy para produto digital, curso, mentoria ou infoproduto, ou mencionar termos da metodologia como "quadro", "furadeira", "Light Copy". Aplica também quando o usuário descreve um produto e pede um roteiro de vendas longo e estruturado em português, mesmo sem nomear a metodologia. |
Copy para Vídeo de Vendas de Valor (VVV)
Este skill produz copy de Vídeo de Vendas de Valor seguindo a metodologia Light Copy. A copy resultante soa como conversa leve e despretensiosa, evita marketês agressivo e respeita a inteligência do espectador. O objetivo é construir argumentos que ressoem genuinamente, não bater na cabeça com gatilhos óbvios.
Toda copy produzida por esta skill passa pelo Manual da Copy (.claude/skills/revisora/references/manual-copy.md). Leia o manual antes de entregar e aplique o checklist da Parte 4 sem exceção. Em caso de conflito entre esta skill e o manual, o manual prevalece.
Princípios da Light Copy
- Premissas fortes antes de promessas. Estabeleça primeiro uma base que o espectador concorde, depois prometa.
- Conversa, não palco. Tom leve, autêntico, próximo do cotidiano. Como se o comunicador estivesse no café com a pessoa.
- Respeite a inteligência do público. Se o espectador percebe manipulação, perde.
- Cotidiano vence abstração. "Você abre o Instagram e nada acontece" é melhor que "falta de engajamento".
- Escalada de atenção. Cada parte do vídeo precisa puxar a próxima. Sem ganchos vazios, mas com motivos reais pra continuar.
- Metáforas e crônicas funcionam melhor que adjetivos. Mostre, não declare.
- Nada de jargão marketeiro vazio. "Destrave seu potencial", "transformação", "potencialize". Só use se aterrar em algo concreto.
Briefing inicial. Colete antes de escrever
Antes de produzir a copy, peça ao usuário estes 6 itens, em uma única mensagem (não em parcelas):
- Produto. O que é (curso, mentoria, comunidade, software), formato, duração, como funciona.
- Promessa. O resultado final concreto que o produto entrega (o "quadro" na parede).
- Público. Avatar específico de quem vai comprar (não "todo mundo que quer ganhar dinheiro"; sim "produtor digital faturando entre 10k e 50k que travou no crescimento").
- História. A história do especialista/comunicador. Como ele chegou onde está, o que viveu, por que tem autoridade pra falar disso. Pode ser em tópicos ou em texto corrido.
- Preço. Valor e formas de pagamento.
- Bônus e garantia. O que entra como bônus e qual a garantia oferecida.
Se o usuário já entregou parte disso no pedido, não pergunte de novo. Só peça o que falta. Se faltar algum item, pergunte. Se vier tudo, parta direto pra escrita.
Os outros elementos da metodologia (benefícios, urgências ocultas, provas) você deduz ou propõe a partir desses 6 inputs. Não os transforme em perguntas extras pro usuário. Se você inventar algo (ex: sugerir benefícios a partir da promessa), deixe explícito na entrega que aquilo é uma proposta e ele pode trocar.
Estrutura completa do VVV
Escreva cada seção em parágrafos corridos prontos pra gravação, no idioma do usuário (geralmente português). Não entregue bullet points como roteiro final. O comunicador precisa conseguir ler em voz alta sem reformular. Bullets podem aparecer em recapitulações dentro da copy, mas não como esqueleto da fala.
1. Promessa
Comece com a estrutura base:
"Nesse vídeo você vai aprender [a técnica/método X] para chegar ao [quadro] e conquistar [5 a 6 benefícios]."
Depois expanda: traga os benefícios em camadas, com exemplos concretos. Termine com um convite suave pra prova ("será que é verdade? vamos olhar").
A promessa precisa ser enérgica mas crível. Exagero solto queima. Específico vende.
2. Pra quem é e pra quem não é
Duas partes complementares. A exclusão é tão importante quanto a inclusão.
Pra quem é: liste os perfis de avatar de forma específica. O espectador precisa pensar "esse vídeo é pra mim". Não diga "qualquer pessoa que quer crescer"; diga "você produtor digital, você dono de e-commerce, você infoprodutor faturando X". Conecte cada perfil com dores e desejos concretos.
Pra quem não é: liste explicitamente quem não é o público. Exemplos: "não é pra quem quer fórmula mágica sem trabalho", "não é pra quem nunca abriu um Instagram comercial", "não é pra quem acha que dinheiro cai do céu", "não é pra quem espera resultado em uma semana".
Essa exclusão faz duas coisas: filtra lead ruim que ia reclamar depois, e faz o público real se sentir mais especial por estar do lado certo da linha.
3. Resultados dos alunos
Mostre que outras pessoas chegaram no quadro. Os resultados precisam ser materiais (dá pra visualizar a transformação concretamente) e específicos (não dá pra confundir com elogio genérico). Depoimento só converte com antes + resultado + prazo.
Detalhe em cada caso:
- Quem é a pessoa (perfil parecido com o avatar)
- Situação anterior (de onde saiu, número concreto)
- Resultado material (números, prints, fatos verificáveis)
- Prazo (em quanto tempo aconteceu)
- Palavras-chave fortes em negrito quando o depoimento for citado
Evite depoimentos genéricos do tipo "mudou minha vida". Se não tem depoimento bom, não tenha seção. Seção fraca atrapalha mais do que ajuda.
Modelo: "Saí de R$ 15 mil por projeto para R$ 70 mil em 6 meses. Hoje tenho fila de espera de 3 meses."
4. História do especialista
Conte em ordem cronológica a parte sumária (o que aconteceu). Inclua partes cênicas (não só conceitos, cenas, falas, momentos). A história precisa demonstrar procedência e lastro: por que esse comunicador tem autoridade pra falar disso.
A autoridade vem de conquistas concretas, não de adjetivos. Inclua sempre que possível:
- Faturamento (do negócio, do projeto, do escritório)
- Maior cliente ou maior projeto entregue
- Prêmios, certificações, marcos
- Quantos alunos já formou com resultado mensurável
Se o especialista não tem nenhum desses, busque autoridade em outro lugar (método testado, resultado de alunos, histórico específico). Inventar autoridade genérica piora a copy. "Sou apaixonada pelo que faço, passei por percalços" é o oposto do que funciona.
Não soe pretensioso. A melhor versão dessa parte é "passei pela mesma coisa que você está passando agora, e foi assim que saí".
5. Conteúdo
Aqui o espectador precisa sair com algo que ainda não sabia. É a parte que justifica o título do vídeo, o coração da copy. Se cortar essa seção e o vídeo continuar funcionando, é porque o resto está fraco.
A seção tem 6 elementos obrigatórios:
a) Jeito errado x Jeito certo. Compare o que as pessoas fazem normalmente (jeito errado) com o que o método propõe (jeito certo). Use exemplos concretos do cotidiano, não conceitos abstratos.
b) Comparações e analogias. Traduza o conceito pra algo que o espectador já entende. Uma analogia boa elimina três parágrafos de explicação.
c) Argumento incontestável. Uma afirmação que o espectador não consegue discordar. Uma premissa forte que sustenta todo o resto da copy. Modelos: "ninguém compra de quem ele não entende o que vende", "o motor do Instagram é resposta, não view", "tempo é o único recurso que você não recupera".
d) Small win. Entregue uma micro-vitória que o espectador consegue aplicar hoje, sem precisar comprar nada. É um pedaço pequeno e executável do método. Gera reciprocidade e prova de que o método funciona. Modelo: "antes mesmo de você considerar o curso, faz isso aqui: [técnica específica de 1-2 minutos que dá um resultado pequeno e visível]." O espectador testa, vê funcionar, e agora confia no resto.
e) "Instalar na cabeça". Crie um conceito que o espectador não consegue mais esquecer depois de ouvir. É o que faz ele sair do vídeo pensando usando o seu framework, e, quando for falar com outra pessoa, repetir o seu termo. Funciona via:
- Nome próprio pra ideia (princípio 2 do manual: "Nomear cria realidade").
- Metáfora visual forte. "Quadro/furadeira/benefício" é exatamente isso, uma metáfora que cola.
- Repetição estratégica do termo ao longo do vídeo (3 a 5 vezes, em momentos diferentes).
- Contraste com o oposto. "Tem quem usa furadeira pra furar a parede; tem quem usa pra pendurar o quadro. A diferença é a intenção."
Se o espectador termina o vídeo e não consegue resumir o conceito central numa frase, "instalar" não rolou.
f) Explicação do método (a furadeira). Apresente o método em si. Mostre que:
- Faz sentido lógico
- É replicável (não depende de talento individual)
- É o caminho mais curto
Se o método tem nome, sigla ou etapas, mostre. Se tem fluxograma, descreva.
Essa seção amarra tudo: o conteúdo prepara o espectador, o argumento incontestável trava a discordância, o small win prova que funciona, e o método entrega o caminho.
6. Oferta
Monte nessa ordem:
- Ancoragem inteligente. Compare com alternativas mais caras ou mais demoradas (faculdade, consultoria, anos sozinho).
- Preço e formas de pagamento. Claros, sem rodeio.
- Bônus. Cada bônus tem que parecer um produto à parte. Nome próprio, o que entrega, e preço de mercado ancorado. Sem ancoragem, o leitor não enxerga o valor da cesta. Modelo: "Mini curso de [X]. Vale R$ 200 avulso. Aqui está incluído." Eles inflam o valor sem inflar o preço.
- Garantia. Tira o risco do ombro do cliente. Quanto mais forte e específica, mais converte.
7. Demonstração
Mostre a plataforma do curso por dentro: módulos, aulas, planilhas, ferramentas, comunidade. Prova material de que existe e está pronto pra usar.
8. Quebrar objeções
Depois da demonstração, o espectador convencido racionalmente ainda tem objeções na cabeça. Não espere ele formular sozinho. Verbalize a objeção, mostre que você entendeu o lugar dele, e quebre com argumento.
As 3 objeções universais em curso/mentoria:
-
"Não tenho tempo." Quebre mostrando que o método foi pensado pra quem tem pouco tempo, ou que economiza mais tempo do que toma. Use número concreto.
-
"Já tentei coisa parecida e não deu certo." Quebre diferenciando esse método dos outros, com argumento, sem desmerecer o que ele tentou: "o que você tentou ensinava [X], que é diferente de [Y], que é o que estava faltando".
-
"Não tenho dinheiro agora." Quebre com ancoragem ("custa menos que uma assinatura de [serviço comum]"), com parcelamento, ou com inversão ("o problema não é não ter dinheiro pra comprar; é continuar onde tá sem dinheiro").
Adapte às objeções específicas do nicho e do produto. Se o usuário forneceu objeções no briefing, use elas. Se não, proponha 3 a 5 objeções prováveis baseado no público e produto, e marque como proposta editável na entrega.
Formato: apresente a objeção em primeira pessoa do espectador, depois quebre. Modelo: "Você deve estar pensando: 'eu nunca consegui antes, por que iria conseguir agora?' E a resposta é simples: antes você estava fazendo [X], que é o caminho mais difícil. Aqui você vai fazer [Y]."
9. CTA. Chamada para Ação
- Recapitule os benefícios (o espectador precisa ouvir de novo o que vai ganhar).
- Argumento emocional final (medo de continuar onde está, desejo de chegar onde quer).
- Instrução técnica clara. Onde clicar, o que acontece depois do clique, o que esperar no checkout.
Despedida
Não termine no CTA seco. Pinte a primeira cena da nova vida: "logo depois que você entrar, você vai abrir a aula 1 e em 20 minutos já vai ter [primeiro resultado pequeno]". Essa imagem é o último empurrão.
Quando o usuário pede versão curta
Para Reels, anúncio ou VSL curto, comprima a estrutura nos elementos essenciais:
- Promessa (com 1-2 benefícios, não 6)
- Resultados (1 caso, rápido, com número e prazo)
- Quebra de objeção principal (1 só, a mais provável)
- CTA (com instrução direta)
A história e o conteúdo viram uma única camada, um "porquê funciona" curto. O "pra quem não é" pode aparecer numa frase só ("não é pra quem quer mágica").
Regras gerais de copy (Manual da Copy)
Esta skill é uma especialização do Manual da Copy. Tudo abaixo se aplica a toda copy gerada aqui. Para o texto completo (15 princípios + 20 vícios), consulte .claude/skills/revisora/references/manual-copy.md.
Princípios críticos para VVV
- Ensinar em vez de prometer. Toda copy entrega aprendizado antes de oferecer produto. Se o espectador chega ao final sem ter aprendido nada novo, falhou.
- Produto não aparece no início. Nas primeiras seções (promessa, pra quem é, conteúdo) não diga "esse curso", "esse treinamento", nome do método, "compre". O espectador está lendo sobre ele mesmo. O produto entra na seção 6 em diante.
- Nomear cria realidade. Crie nome próprio pro método, pro problema, pra mecânica. "Negociação Terapêutica" vence "método exclusivo".
- Especificidade mata generalização. "De R$ 15 mil para R$ 70 mil por projeto" vence "multiplique seus ganhos". "Antes dos 7 anos" vence "na infância".
- Crie um inimigo concreto. O jeito antigo, o curso de 40 horas, o que ensinaram na faculdade, o gestor caro. Mais fácil engolir que admitir erro próprio.
- Argumente, não só prometa. Toda promessa precisa de mecanismo (como funciona) + comparação antes/depois + prova curta no meio do bloco.
- Razão E emoção em toda peça. Mesmo copy técnica. Engenheiro também tem coração.
- Quadro E Benefício. Vender só a transformação técnica (Quadro) não basta. Defenda também a consequência (Benefício): dinheiro, reconhecimento, tempo livre, fila de espera.
- Dor real, não a superficial. A primeira dor que o cliente diz raramente é a que o move. Pergunte: o que deixa ele constrangido na frente dos outros?
Vícios proibidos (zero tolerância)
Antes de entregar, varra a copy procurando estes vícios. Se achar, reescreva.
- Travessão (—, –) em qualquer lugar do texto da copy. Use vírgula, ponto ou reformule.
- Ponto de exclamação. Troque por ponto final.
- Estrutura "Não é X. É Y." Afirme diretamente o que é.
- Frases genéricas de vendedor: "transforme sua vida", "descubra o segredo", "método revolucionário", "não perca essa oportunidade", "você merece isso".
- Nome do produto, "curso", "treinamento", "compre" nas primeiras seções. Move pra depois da argumentação.
- Emojis na copy.
- "Mesmo que" e "sem precisar" como muleta. Use argumento real.
- Headline genérica de seção: "veja o que minhas alunas dizem", "como funciona o método", "quem sou eu". Toda seção precisa de headline curiosa específica.
- Promessa sem mecanismo nem comparação. Promessa solta é vazia.
- Depoimento com só elogio, sem número, prazo ou resultado mensurável.
- Autoridade genérica ("sou apaixonada pelo que faço", "estudo isso há anos sem dizer o que rendeu").
- Bônus sem preço de mercado ancorado.
- Venda só do Quadro, sem Benefício (consequência emocional e financeira).
A lista completa (20 vícios + correções) está na Parte 3 de .claude/skills/revisora/references/manual-copy.md.
Checklist de entrega. Rode antes de mostrar a copy
Esta checagem é obrigatória. Não entregue copy ao usuário sem ter passado por todos os blocos. O checklist completo está em .claude/skills/revisora/references/manual-copy.md Parte 4. Versão mínima pra VVV:
Bloco A. Vícios absolutos:
Bloco B. Argumento e especificidade:
Bloco C. Estrutura VVV:
Bloco D. Estrutura Mentoria Fluxo:
Se algum item falhar, reescreva o trecho antes de entregar. Não avise o usuário que falhou. Apenas entregue a versão corrigida.
O que evitar
- Linguagem genérica de guru ("você vai destravar", "transformação radical").
- Promessas sem premissa que as sustente.
- Depoimentos sem rosto, número ou contexto.
- CTA escondido ou tímido. Se a oferta é boa, peça.
- Encerrar no preço sem voltar nos benefícios.
- Falar do produto antes de falar do problema.
- "Instalar na cabeça" sem repetir o termo ao longo do vídeo (instalar pede repetição).
- Quebrar objeções sem verbalizar a objeção primeiro (se não nomeia a dúvida, não quebra).