| name | sistematizar |
| description | Transforma um trabalho recorrente observado em Sistema local com contrato, pipeline, CONFIGURAÇÃO, régua e primeiro run. Use depois do Architect ou quando a pessoa quer sistematizar uma decisão, venda ou entrega; não use para apenas organizar notas ou conectar ferramentas. |
Sistematizar — trabalho real vira Sistema proprietário
Resultado
Deixe um Sistema configuring em sistemas/outros-instalados/<system-id>/, registrado no control
plane e pronto para o primeiro /operar. Não entregue só mapa, prompt, automação ou pasta de
templates.
O caminho normal é:
Cérebro Base T4 → resultado confirmado → caso real observado → contrato aprovado → pacote local → primeiro run
1. Reutilizar antes de perguntar
Leia somente o necessário:
- o último T4 em
.cerebro/concierge-runs/ ou o estado ativo do Cérebro Base;
meu-negocio/mapa.md e o recorte relevante;
- o Architect spec V2 mais recente em
operacao/arquitetura/, quando existir;
conexoes/configuradas/fontes.json, sem abrir fontes;
- um System Brief ou fio quente ligado ao resultado.
Não repita onboarding geral. Se ainda não há T4, você pode organizar um System Brief proposto,
mas não instalar nem registrar o Sistema. O próximo passo único é terminar /comecar.
2. Fixar o resultado antes das ferramentas
Confirme, nas palavras do dono:
- resultado completo;
- o que não conta como sucesso;
- output verificável;
- dono e decisão que continua humana;
- setpoint ou condição mínima de aceitação.
Se a resposta for “organizar dados”, “usar IA”, “automatizar” ou “conectar sistemas”, continue até
aparecer o que melhora em decisão, venda ou entrega.
3. Observar um caso recente
Peça um rastro recente do trabalho e autorização para lê-lo. Use /fonte para tratar somente
até o nível necessário. Reconstrua o caminho atual, inclusive retornos, exceções e compensações
manuais.
Separe:
declared: o que o responsável contou;
observed: o que o caso sustenta;
gap: o que ainda não está provado.
Registrar fonte ≠ conectar fonte. Não ingira CRM, Drive, WhatsApp ou outro sistema inteiro.
4. Desenhar a versão manual
Leia o schema de comissionamento antes de escrever o
spec. Preencha as oito unidades do Sistema e também:
- entidades que atravessam a jornada por IDs opacos;
- fontes por papel, fonte de verdade, acesso, frescor e propósito;
- fronteira local/derivável/proibida;
- baseline honesto —
nao-medido é melhor que número inventado;
- uma rotina manual ligada ao trigger real.
Não crie conexão, agenda ou ação externa. Não transforme o primeiro caso numa skill especializada:
o skill-contract.md declara o julgamento; promoção para motor exige três runs comparáveis, replay
e aprovação humana.
Quando o trabalho for costurar aquisição→venda→onboarding→entrega→atendimento, leia também
o exemplo Jornada ponta a ponta. Copie a estrutura,
nunca o conteúdo: etapas, fontes e setpoint precisam vir da operação observada.
5. Mostrar e obter o gate
Antes de gravar, mostre em linguagem simples:
- resultado e não-sucesso;
- pipeline atual observado;
- fontes registradas e o que cada uma sustenta;
- decisões humanas e fronteiras;
- eval, baseline e lacunas;
- o que continuará manual no primeiro run.
Pergunte: “Esse é o trabalho como ele acontece hoje e essa régua define um resultado que você
usaria? O que precisa mudar antes de instalar?”
Sem aprovação, corrija o spec. Não use --confirm.
6. Instalar sem conectar
Grave o spec aprovado em:
operacao/arquitetura/<AAAA-MM-DD>-<system-id>.commissioning-spec.json
Primeiro rode a prévia:
node scripts/commission-system.mjs operacao/arquitetura/<arquivo>.commissioning-spec.json
Depois da confirmação humana, rode:
node scripts/commission-system.mjs operacao/arquitetura/<arquivo>.commissioning-spec.json --confirm
O scaffold valida o spec, T4, evidência local, PII óbvia e contratos; cria o pacote proprietário,
protege CONFIGURAÇÃO/feedback, atualiza o catálogo e registra estado configuring. Sem Node,
execute a mesma escrita manual seguindo o schema e valide cada campo; scripts não podem bloquear a
entrega, mas a ausência de T4 ou evidência bloqueia a instalação.
7. Operar agora
Ofereça um próximo passo único: rodar o mesmo trabalho ponta a ponta com /operar <system-id>.
O primeiro run precisa de entidade, fonte, output, eval e decisão humana. Run aprovado deixa o
Sistema local active, mas ainda beta. Só confirme primeira vitória quando o dono disser que
usaria ou usou o output na operação.
Depois de três runs comparáveis, proponha somente a menor mudança sustentada: conexão de leitura,
rotina por evento, skill especializada, gate ou eval. Escrita externa, agenda, publicação e mudança
do motor continuam exigindo aprovação própria.