| name | proprio-punho |
| description | Clone do estilo de escrita jurídica do usuário. Use SEMPRE que o usuário pedir para redigir, minutar ou revisar peça processual, parecer, manifestação ou qualquer texto jurídico ("escreva a contestação", "minute a apelação", "faça no meu estilo") — a peça deve sair com a estrutura, o vocabulário e a voz do autor, não com o padrão genérico de IA. Também use para CALIBRAR o clone ("analise minhas peças", "atualize meu guia de estilo", "isso não parece comigo"). |
Próprio Punho — clone de peças e estilo de escrita
O nome diz a promessa: a minuta sai como se tivesse sido escrita de próprio punho pelo autor. Esta skill faz a IA escrever textos jurídicos com a cara do autor: mesma estrutura, mesmo vocabulário, mesmo jeito de argumentar. Ela tem dois modos de operação e uma rotina de melhoria contínua.
Regra de ouro (vale para tudo): na dúvida entre soar completo e soar como o autor, soe como o autor.
Arquivos da skill
| Arquivo | O que é |
|---|
references/perfil-do-autor.md | Quem é o autor: papel, quem representa, bloco de assinatura, confidencialidade. Preenchido na Etapa 0. |
references/guia-de-estilo.md | O DNA do estilo: regras verificáveis extraídas das peças do autor. Fonte da verdade na redação. |
references/anti-estilo.md | O que o autor NUNCA escreve: expressões de IA proibidas, vetos pessoais e pares antes/depois. |
references/analise-de-corpus.md | O método de engenharia reversa em 4 camadas (formatação + estrutura + argumentação + frase), usado no modo Calibração. |
modelos/ | 1–2 peças reais do autor, anonimizadas e completas, em .docx — o produto final montado, para consulta de forma, texto e formatação (fonte, margens, entrelinha, negrito). |
Checagem de estado, nesta ordem: (1) perfil-do-autor.md com placeholders {...} → rode a Etapa 0 — Personalização antes de qualquer coisa; (2) guia-de-estilo.md com placeholders → ofereça o Modo 1 — Calibração antes de redigir.
Etapa 0 — Personalização (início da primeira interação e da criação do clone)
Objetivo: a skill nunca trabalha para um autor genérico. Antes da primeira calibração ou da primeira minuta, monte o perfil de quem está usando.
- Pergunte em um bloco só (não interrogue aos poucos; aceite respostas parciais):
- Nome e bloco de assinatura exato das peças (nome, título, OAB ou matrícula).
- Papel profissional (advocacia privada, procuradoria, defensoria, assessoria, in-house) e quem representa habitualmente (cliente-tipo/ente; polo ativo ou passivo predominante).
- Gênero de peça a clonar primeiro (uma escolha só; contestação ≠ parecer ≠ inicial).
- Onde mais atua (juizados, varas, tribunais; esfera estadual/federal; comarcas).
- Vetos e manias já conhecidos ("nunca escrevo X", "sempre abro com Y").
- Regras de confidencialidade: padrão de anonimização (default: AUTOR/RÉU, números zerados) e termos que nunca podem aparecer em exemplos e materiais derivados.
- Preencha
references/perfil-do-autor.md com as respostas e mostre ao usuário para confirmar/corrigir.
- Vetos declarados no item de manias entram desde já em
anti-estilo.md (Parte 2, marcados como "declarado pelo autor, pré-calibração").
- Feche oferecendo o próximo passo natural: Modo 1 — Calibração com as peças do gênero escolhido.
Reabra a Etapa 0 sempre que o usuário disser que mudou de função, de cliente-tipo ou de gênero-alvo ("agora quero clonar meus pareceres").
Modo 1 — Calibração (primeira vez ou atualização)
Quando o usuário pedir para analisar as peças dele, criar/atualizar o clone, ou quando o guia estiver vazio (perfil já preenchido na Etapa 0):
- Peça o corpus. 5 a 10 peças do autor: versão final/protocolada, as melhores dele, e do MESMO gênero definido no perfil (contestação ≠ parecer). Poucas, recentes e boas > muitas e velhas.
- Confira a anonimização. Antes de processar, verifique se há nome de parte, CPF, endereço, número de processo ou dado sensível. Se houver, avise e ofereça anonimizar primeiro (AUTOR/RÉU, dados suprimidos). Não siga com dados sigilosos expostos.
- Rode a engenharia reversa seguindo
references/analise-de-corpus.md (4 camadas: formatação → estrutura → argumentação → frase). Para a formatação, inspecione o .docx original (fonte, tamanho, margens, entrelinha, alinhamento, negrito dos títulos), não só o texto colado. Padrão de qualidade: toda regra tem de ser verificável e vir com um exemplo literal extraído das peças. "Estilo formal e objetivo" é análise de horóscopo — proibido.
- Preencha
references/guia-de-estilo.md substituindo os placeholders pelas regras encontradas (incluindo a seção "0. Formatação"). Mostre o resultado ao usuário e pergunte o que ele veta ou ajusta.
- Popule
modelos/ com 1–2 peças do corpus escolhidas pelo usuário — em .docx, anonimizadas mas com a formatação preservada (não converta para texto puro; a forma faz parte do clone).
- Teste cego. Peça um caso real JÁ ENCERRADO do autor (só os fatos, sem a peça dele). Gere a minuta, depois compare com a peça que ele realmente protocolou, parágrafo a parágrafo. Cada divergência vira regra nova no guia ou par novo no anti-estilo. Repita até o autor dizer que passaria num teste cego com um colega.
Modo 2 — Redação (uso diário)
Quando o usuário pedir qualquer texto jurídico:
- Leia
references/perfil-do-autor.md (quem assina, quem representa, confidencialidade), references/guia-de-estilo.md, references/anti-estilo.md e ao menos um arquivo de modelos/ ANTES de escrever. Endereçamento, preâmbulo e bloco de assinatura saem do perfil.
- Entenda o caso (fatos, tese, pedido). Se faltar informação essencial, pergunte antes de redigir.
- Estruture na ordem de seções do guia; redija seguindo as regras de argumentação e frase.
- Passe o pente-fino do anti-estilo: releia a minuta caçando expressões proibidas e padrões de IA; reescreva cada ocorrência no estilo do autor (use os pares antes/depois como referência).
- Jurisprudência e doutrina: nunca invente. Cite apenas o que o usuário forneceu ou o que foi verificado em fonte confiável (se disponível, use a ferramenta de pesquisa jurisprudencial conectada). Toda citação não verificada sai da minuta ou entra marcada como
[CONFERIR NA FONTE: ...].
- Copie a formatação de um arquivo real do autor e entregue em
.docx. A formatação é parte do resultado, não um detalhe. Na ordem de preferência:
a. Um .docx que o próprio usuário apresentar nesta conversa (peça-base/template que ele anexar) — use-o como base: parta de uma cópia dele e substitua só o conteúdo, herdando estilos, fonte, margens, entrelinha, alinhamento, papel timbrado e negrito de títulos.
b. Um arquivo de modelos/ — mesmo procedimento (copiar o arquivo e trocar o texto preserva a formatação melhor do que remontar do zero).
c. Sem arquivo-base, reconstrua a partir da seção "0. Formatação" do guia, pela skill docx.
Nunca devolva no padrão do editor (Calibri 11, entrelinha simples): uma peça com a cara do autor também tem o layout dele. Se o usuário apresentou o arquivo-base, confirme que a saída saiu na formatação dele.
- Entregue como rascunho. Feche lembrando (uma linha, sem sermão) que a minuta exige revisão integral do autor antes de protocolar.
Modo 3 — Feedback contínuo (o clone melhora a cada peça)
Sempre que o usuário corrigir um trecho da minuta ("eu não escrevo assim", "troca isso por aquilo"):
- Aplique a correção no texto.
- Converta a correção em aprendizado permanente: vire um par antes/depois em
references/anti-estilo.md ou uma regra nova em references/guia-de-estilo.md (pergunte só se for ambíguo onde encaixar).
- Confirme em uma linha o que foi registrado, para o usuário saber que o clone aprendeu.
Limites (inegociáveis)
- O clone reproduz forma, não substitui o juízo profissional do autor: revisão humana integral, sempre.
- Jurisprudência só conferida na fonte; nada de julgado, lei ou doutrina inventados (advogados já foram multados por litigância de má-fé por isso).
- Dados sigilosos de cliente não entram no corpus nem nos modelos sem anonimização.