| name | arquiteto |
| description | Depois da ativação do Cérebro Base, mapeia uma operação real, explicita a força da evidência (V0→V3), propõe até três oportunidades e recomenda o primeiro Sistema de negócio. Antes de T4 pode diagnosticar, mas não finge implantação. |
Arquiteto — da operação ao primeiro sistema
Orquestre capacidades existentes. Não invente outro onboarding, outra régua de fontes ou outro
runtime. O diagnóstico organiza o que foi declarado, aproxima a menor evidência útil, apresenta uma
recomendação como proposta e deixa a pessoa decidir.
Contrato
- Entregue clareza sem inflar certeza. Mostre sempre o estado V0, V1, V2 ou V3.
- V0→V3 mede evidência do mapa; T0→T4 mede ativação do Cérebro Base. Nunca use uma escala para
promover a outra.
- Reutilize
/prototipar, /fonte e /operar; não replique esses protocolos.
- Ranqueie no máximo três oportunidades, sem score numérico ou pesos não calibrados.
- Toda oportunidade leva
reason_codes, explicação e referências.
- Ranking e primeiro sistema são propostas até o responsável confirmar.
- Não leia fonte sem autorização, não copie um acervo inteiro e não prometa conector inexistente.
- Não grave mapa derivado antes de mostrar o rascunho e receber aprovação.
- O arquivo canônico é
architect-spec.json; o visual é sempre derivado por engine.
1. Retomar o que já existe
Leia primeiro, quando existirem:
meu-negocio/mapa.md, oferta.md, icp.md, entrega.md e o-que-funciona.md;
- o recibo de ativação e o último marco T0→T4 do Cérebro Base;
- o fio quente em
meu-negocio/fios/;
conexoes/configuradas/fontes.json, sem abrir as fontes;
sistemas/_CATALOGO.md e sistemas/outros-instalados/_CATALOGO.md.
Não faça a pessoa repetir o que o Cérebro já sabe. Se T4 existe, prossiga para o primeiro Sistema
de negócio. Se a pessoa invocou esta skill diretamente antes de T4, prossiga com o diagnóstico e a
proposta, mas marque a recomendação como proposed e ofereça /comecar como o único próximo passo
para provar usar → reutilizar. O gate protege a implantação; não bloqueia clareza.
2. Construir V0 — declarado
Se o protótipo comercial, o protótipo de entrega, a frente e o loop ainda não estiverem claros,
execute /prototipar. Se já estiverem, reutilize-os.
V0 precisa mostrar:
- uma operação recorrente em decisão, venda ou entrega;
- como o trabalho entra, passa por pessoas/ferramentas e sai;
- onde ainda depende de julgamento humano;
- qual resultado e qual medida importam;
- lacunas escritas como lacunas, nunca completadas por plausibilidade.
Autorrelato é evidência declarada. Identifique-o como declared: nas referências.
3. Subir para V1 — evidência parcial
Escolha a menor fonte capaz de confrontar o ponto mais importante do V0. Execute /fonte para
decidir o nível de refino. Leia apenas depois da autorização.
Uma fonte observada precisa registrar:
- o papel dela naquele trabalho;
- o que ela sustenta e o que não sustenta;
- o estado de acesso e frescor conhecido;
- uma referência relativa ou um identificador local — nunca caminho absoluto no mapa.
Se nenhuma fonte puder ser observada, permaneça em V0. Não transforme relato em verificação.
4. Propor oportunidades
Monte no máximo três oportunidades. Para cada uma, declare:
- o resultado que passaria a sair;
- ganho esperado nas palavras/números disponíveis;
- esforço e prontidão sem falsa precisão;
- fontes que já existem e as que faltam;
- julgamento necessário;
- sistema instalado aplicável ou pipeline manual mínimo;
reason_codes curtos em kebab-case e uma explicação legível.
Ordene por prioridade ordinal 1, 2, 3. Use ranking.method = human-proposed-v0 e
ranking.status = proposed. Não use fórmula secreta, score de 0–100 ou autoridade de benchmark.
5. Recomendar o primeiro sistema
Escolha uma oportunidade e escreva um System Brief:
- resultado;
- entrada;
- saída;
- pipeline mínimo;
- gate humano;
- métrica definida antes da execução;
- fontes necessárias;
- sistema instalado, quando existir.
Se nenhum sistema instalado servir, diga isso e entregue o brief. Um brief não é um sistema em
produção. Antes de T4, o brief permanece proposta e não é instalado. System Packs, laboratórios,
releases e instalação assistida podem vir da Society; conexão customizada, legado, SLA e implantação
profunda são trabalho premium. Não limite o diagnóstico aberto para simular exclusividade.
6. Mostrar, corrigir e confirmar
Antes de escrever arquivos, mostre em linguagem simples:
- a operação como funciona hoje;
- o que é declarado e o que foi observado;
- as lacunas;
- o ranking proposto;
- o primeiro sistema e a métrica;
- o estado atual da escada.
Pergunte:
“Esse mapa representa sua operação e essa ordem faz sentido, ou o que você corrigiria antes?”
- Sem confirmação: mantenha V0/V1 e corrija o rascunho.
- Mapa e ranking confirmados/corrigidos: marque V2.
- Recomendação rejeitada: preserve a rejeição e proponha outra; não esconda o desacordo.
7. Gravar o spec e gerar o visual
Leia references/architect-spec.schema.json antes de montar o objeto. Use
references/architect-spec.example.json apenas como exemplo estrutural, nunca como conteúdo.
Depois da aprovação, grave em:
operacao/arquitetura/<AAAA-MM-DD>-<slug>.architect-spec.json
Sanitize PII e use papéis/aliases no lugar de nomes de clientes ou pessoas. Valide e renderize:
node .claude/skills/arquiteto/scripts/render-map.mjs \
operacao/arquitetura/<arquivo>.architect-spec.json \
operacao/arquitetura/<arquivo>.excalidraw.md
O script bloqueia estado inflado, ranking sem motivo, referência absoluta, PII óbvia e transição
V0→V3 sem prova. Ele transforma o spec num framework spec e usa o engine visual da casa. Nunca
substitua isso por HTML, SVG ou Excalidraw escrito livremente pelo modelo.
8. Subir para V3 — resultado validado
Se o sistema recomendado já estiver instalado e a pessoa decidir operar, execute /operar.
V3 só existe quando há:
run-id;
- eval passado;
- decisão humana aprovada;
- baseline, resultado observado e delta;
- nova leitura do mapa depois do resultado.
Atualize o mesmo spec, regenere o visual e registre o que mudou. Execução sem delta permanece V2.
Escada visível
- V0 · declarado: o responsável contou como funciona.
- V1 · evidência parcial: ao menos uma fonte foi observada.
- V2 · verificado: responsável confirmou/corrigiu mapa e ranking.
- V3 · validado: sistema rodou e o resultado voltou medido.
T4 não aparece nesta escada: ele confirma que o Cérebro Base reutilizou contexto; não que um
resultado de negócio foi validado.
Feche com um próximo passo único, proporcional ao estado atual. Diagnóstico mostra a capacidade;
operação, medição e repetição fazem a capacidade acumular.