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processo

Modo processo — usar quando a dor está no processo de negócio, não no software. Mapeia a árvore decisória AS-IS, valida com o Navegador e redesenha o TO-BE classificando restrições em fixas, revisáveis e falsas; a saída separa o que se resolve por ato interno do que exige software.

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munizigor/my_claude
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16. August 2026 um 20:27
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processo
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Modo processo — usar quando a dor está no processo de negócio, não no software. Mapeia a árvore decisória AS-IS, valida com o Navegador e redesenha o TO-BE classificando restrições em fixas, revisáveis e falsas; a saída separa o que se resolve por ato interno do que exige software.
# Modo Processo (Mapa Decisório AS-IS / TO-BE) Entender **como o trabalho é decidido hoje** e redesenhá-lo, antes de decidir se a solução é software. Roda em Plan Mode (somente leitura, fora os artefatos do ciclo). Pressupõe o **Entender** cumprido: `.claude/PROBLEMA.md` aprovado. São mapas **decisórios**, não fluxogramas de tarefa: o objeto é *onde alguém decide algo* — quem decide, com base em quê, o que muda em cada ramo. Tarefa executória entra só como consequência de um nó. **Nunca entregue os dois mapas de uma vez:** TO-BE sobre AS-IS não validado propaga erro. ## Quando usar / não usar - **Usar:** a dor é de processo (retrabalho, handoffs, alçada, prazo); antes de decidir automatizar qualquer coisa; quando "sempre foi assim" aparece como justificativa de uma etapa. - **Não usar:** processo já mapeado e estável — ir direto ao ciclo. Solução desconhecida mas processo irrelevante é `/descoberta`. Incerteza apenas *técnica* de solução já escolhida é **spike**. - **Combina com `/descoberta`, não compete:** `/processo` responde *como o trabalho é decidido hoje*; `/descoberta`, *qual solução construir*. ## Papéis - **Piloto (Claude)** mapeia, classifica restrições, redesenha e instrumenta. - **Navegador (usuário)** confirma que o AS-IS reflete a operação real e decide sobre revisar norma interna. - O Piloto **nunca inventa fundamento normativo**: artigo, cláusula ou política não verificada vai para Caveats como `[a confirmar]`, nunca sustenta um redesenho. Registro em `.claude/PROCESSO.md`, atualizado ao fim de cada etapa (mesmo padrão do `.claude/PLANO.md`). ## Etapa 0 — Enquadramento Atores, restrições, objetivo e critérios de sucesso são **lidos de `.claude/PROBLEMA.md`** — não os levante de novo. Falta estabelecer: - **Recorte:** o evento que inicia e a entrega que encerra. Sem os dois extremos, não comece. - **Fontes de verdade:** leis, contratos, políticas, normas internas, manuais, SLAs, documentação de sistemas. - **Sistemas em uso** em cada etapa. - **Maturidade de medição:** há baseline de tempo/custo/volume? Se não, o TO-BE terá KPIs *propostos*, não metas calibradas. **Economia:** havendo informação suficiente, avance declarando as "Premissas de leitura". Faltando algo essencial, faça **uma única rodada de no máximo 3 perguntas**, as mais críticas primeiro. ## Classificação de restrições (o eixo do método) Toda restrição citada recebe uma das três classificações. É isso que separa um mapa útil de um desenho de caixinhas. | Tipo | O que é | Tratamento | |------|---------|-----------| | **R1 — Fixa** | Lei, regulamento externo, contrato vigente, limite físico, competência indelegável | Inviolável. O TO-BE é 100% conforme. | | **R2 — Revisável** | Norma interna, política da casa, desenho organizacional, ferramenta adotada | É a alavanca do redesenho. Toda mudança proposta nomeia qual R2 precisa mudar. | | **R3 — Falsa** | Hábito, "sempre foi assim", interpretação conservadora sem base, legado tratado como imutável | **Sinalizar explicitamente.** É a fonte mais barata de ganho. | No AS-IS, classifique. No TO-BE, respeite R1, redesenhe R2, elimine R3. ## Etapa 1 — Mapa AS-IS Descreve, **não** prescreve. Nada de melhorias aqui; dores entram só quando relatadas pelo Navegador. Se você se pegou escrevendo "deveria", errou de artefato. Para cada nó (D1, D1.1, D2…): **(a)** a pergunta decisória, em forma de pergunta; **(b)** as ramificações em "SE… ENTÃO…"; **(c)** o decisor competente; **(d)** o fundamento e sua classificação R1/R2/R3; **(e)** o artefato que registra a decisão; **(f)** a consequência de cada ramo; **(g)** quando conhecidos, tempo médio, volume, retrabalho e dor relatada. Estrutura do documento: **TL;DR** (3–6 bullets: quantos nós, quantas macroetapas, onde estão os gargalos) → **Key Findings** (o que muda o entendimento do processo) → **Details** (macroetapas com seus nós) → **Diagrama Mermaid** → **Tabela-resumo** (`nº | pergunta decisória | alternativas | decisor | fundamento (R1/R2/R3) | artefato gerado`) → **Caveats** (o que não foi confirmado, fonte secundária, o que validar com quem opera). **Gate:** o Navegador confirma que o mapa reflete a operação real. ## Etapa 2 — Mapa TO-BE Respeita R1, altera R2, elimina R3. Pode renumerar, fundir ou eliminar nós do AS-IS. Antes de fechar, percorra `references/padroes.md` e justifique o que aplicou — e o que descartou e por quê. Para cada nó: **(a)** o que muda vs. AS-IS e por quê; **(b)** o decisor proposto, preservando competências indelegáveis; **(c)** automação e sistema de apoio; **(d)** ponto de validação humana obrigatória; **(e)** KPI do nó; **(f)** o fundamento da mudança e qual R2 precisa ser revista. Obrigatórios no documento: - **Gate de triagem na entrada** (prefixo `G`): trilhos por complexidade, valor ou risco — rito simplificado × rito completo — sempre que o volume justificar. - **Roadmap em ondas:** 0–3 meses (quick wins), 3–12 (estruturação), 12+ (transformação), separando o que depende só de ato interno, o que exige articulação externa e o que exige tecnologia. Cada onda termina com um **benchmark de disparo** para a seguinte. - **Normas internas a revisar** e **competências indelegáveis preservadas**, ambas nominalmente e com fundamento. - **Tabela-resumo:** `nº | pergunta decisória | o que muda vs AS-IS | decisor proposto | automação | validação humana | KPI | fundamento`. **Gate:** TO-BE aprovado. ## Convenções dos mapas - **Numeração hierárquica:** D1, D1.1, D1.2, D2… Gates recebem prefixo `G`. - **Ramificações sempre em "SE… ENTÃO…"**, nunca em prosa corrida. - **Mermaid:** `flowchart TD`, um `subgraph` por macroetapa. Decisões em `{}`, ações em `[]`, início/fim em `([])`. Rótulos sem acento e sem `(`, `)`, `:`, `%`, `/` dentro dos colchetes — use hífen; esses caracteres quebram o parser. **O diagrama precisa compilar.** Modelo mínimo: ```mermaid flowchart TD subgraph Triagem I([Solicitacao recebida]) --> G1{Valor acima do limite de dispensa} G1 -->|SE sim ENTAO rito completo| D1{Autoridade competente autoriza} G1 -->|SE nao ENTAO rito simplificado| A1[Registrar dispensa - art 75 inciso II] end D1 -->|SE autoriza ENTAO segue| F([Contratacao formalizada]) ``` - **Fundamentação precisa:** cite artigo/inciso/cláusula, nunca "a legislação prevê". - **Fontes** listadas ao final, priorizando a primária (a norma, o contrato, o manual) sobre comentário secundário. - **Havendo ferramenta de busca**, verifique se a norma citada continua vigente e se valores/limites foram atualizados — não confie na memória para número que muda por ato anual. ## Antipadrões - **AS-IS contaminado:** descrever o processo já com as melhorias embutidas. - **KPI sem baseline:** sem medição hoje, diga que a meta será calibrada após medir — não invente alvo numérico com ar de precisão. - **Automação sem volume:** automatizar nó que roda 4 vezes por ano é custo, não ganho. Justifique por frequência × esforço. - **Redesenho que viola R1:** proposta que dependa de mudar norma externa é marcada como tal e vai para a onda 3. - **Nó sem decisor:** se ninguém decide, não é nó — é tarefa. - **Diagrama que não compila.** ## Saída — ponte para o ciclo normal Com o TO-BE aprovado, o Piloto separa os nós redesenhados em três destinos: 1. **Ato interno** — revisão de R2 ou eliminação de R3, sem software. Nem todo problema pede tecnologia; este é o resultado mais barato que existe. Quando a entrega do projeto é o próprio processo (tipo processo), estes nós viram os pacotes de mudança do Planejar; caso contrário, saem do ciclo como lista nominal de normas a revisar. 2. **Software com solução clara** → **Planejar**: cada nó automatizado vira um incremento, com o KPI do nó como critério de aceitação. 3. **Software com solução não clara** → **`/descoberta`**, levando o nó reformulado como "Como poderíamos…?". Feche `.claude/PROCESSO.md` com AS-IS validado, TO-BE, roadmap e a bifurcação. Havendo destino 2, o ciclo recomeça no Planejar — o Entender já foi cumprido antes da skill. Sendo a entrega software, o TO-BE aprovado é a fonte de `./docs/processo-negocio.md` na release: escreva-o a partir daqui, não do zero.
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