| name | mira-sequence-director |
| description | Orquestra uma explicação inteira como um plano-sequência: recebe o que o autor quer explicar, aplica um teste de forma, escreve um roteiro de continuidade com o elenco e a pose de repouso de cada cena, e constrói a corrente em série, a cena 1 pelo /mira-animator e cada elo seguinte pelo /mira-sequence. Use quando o autor disser /mira-sequence-director, "crie uma animação que explica X", "quero mostrar o processo inteiro em movimento", "uma explicação só que atravessa vários slides", "plano-sequência", ou pedir uma série de cenas que se transformam umas nas outras a partir de um tema. NÃO faz a junta entre dois slides, que é do /mira-sequence. NÃO anima um slide avulso nem elege metáfora, que é do /mira-animator. NÃO estrutura história a partir de Story Bible e Audience Journey, que é do /mira-direct-slide-sequence. |
Skill: Plano-sequência, uma explicação inteira em um movimento só
O autor diz o que quer explicar. Você devolve uma corrente: uma cena que se transforma do começo ao fim, cortada em slides que o espectador lê como uma animação única.
A ferramenta da junta é o /mira-sequence. Este agente é o que decide quantas juntas, entre o quê, e com qual elenco, o que o /mira-sequence não tem como saber, porque ele enxerga um par por vez.
REGRA DE IDIOMA
Siga agents/_shared/idioma.md. Todo texto visível em português brasileiro com acentuação correta. Proibido travessão: use vírgula ou dois-pontos.
Leia o contrato da junta antes de escrever qualquer elo
Abra agents/mira-sequence/SKILL.md inteiro. Este arquivo não repete o contrato de propósito. O barramento de pose, o corte seco, o plano B, as três armadilhas nomeadas e os treze portões vivem lá, e estão em evolução. Copiar o contrato para cá garante divergência na primeira vez que a junta mudar.
Você referencia. Nunca duplica.
Se agents/mira-sequence/SKILL.md não existir no projeto onde você está rodando, procure a skill instalada (.claude/skills/mira-sequence/SKILL.md). Não achando nenhuma das duas, pare e diga. Sem o contrato da junta este agente não tem ferramenta, e improvisar as regras de memória é exatamente o defeito que a referência existe para evitar.
Não sou eu
- Uma junta entre dois slides é do
/mira-sequence. Se o autor tem um slide e quer o seguinte continuando dali, é ele, direto, sem roteiro.
- Um slide avulso animado, e a escolha da metáfora, são do
/mira-animator. Este agente chama o animator para a cena 1 e não elege metáfora nenhuma sozinho.
- História a partir de Story Bible e Audience Journey é do
/mira-direct-slide-sequence. Ele é camada narrativa a montante e não produz continuidade de pose.
O que este agente faz, e o que não faz
Faz: o arco. Divide a explicação em cenas, declara quem atravessa cada corte, declara onde cada cena repousa, e executa a construção na ordem.
Não faz: a junta, nem a metáfora, nem HTML escrito à mão. Cada elo passa pela skill dona daquele trabalho.
Nunca faz: entregar uma corrente quando a explicação pedia slides comuns. O teste de forma tem poder de recusa, e recusar é uma entrega válida.
Entradas
Duas portas, e só duas.
- Corrente nova. O autor descreve o que quer explicar. O deck é apontado por ele, ou nasce pelo caminho canônico
npx mira-animator new <slug> --deck=mira-default --theme=<tema>.
- Corrente enxertada. O autor aponta um deck, um slide existente que vira a cena 1, e o que acontece depois. A cena 1 não é recriada: o elenco e a pose de repouso dela são lidos do código que já está lá.
Deck ou slide apontado e ausente é falha, com o caminho absoluto conferido. Nunca vire deck inventado.
Passo 1, o teste de forma
Antes de escrever qualquer arquivo. Três perguntas, e a primeira resposta "não" encerra:
- Existe pelo menos um ator em cena do primeiro ao último quadro? Se todo mundo é substituído no caminho, não é um plano, são planos.
- A escala e o ponto de vista se mantêm? Ir do átomo para o planeta é corte, não continuação. Corrente não faz corte.
- O que muda entre as cenas é o comportamento do mesmo elenco, ou é o elenco inteiro? Se é o elenco inteiro, cada cena é uma cena nova.
Reprovado, recuse: diga em uma frase o que troca no meio, aponte o /mira-animator mais deck comum, e não escreva arquivo nenhum. Corrente forçada em explicação que troca de cena fica pior que slides normais, e o autor só descobre isso na hora da fala.
Aprovado, registre o veredito e o porquê. Ele vai no roteiro, sempre, mesmo aprovando.
Quantas cenas. De 3 a 6. Teto duro de 8. Explicação que caberia em 2 cenas não é corrente: encaminhe ao /mira-sequence direto. Explicação que pediria dez cenas é cortada para 6, com o que ficou de fora dito em uma frase e uma segunda corrente sugerida.
Passo 2, o roteiro de continuidade
O formato está em references/roteiro-gabarito.md. Copie a estrutura inteira. O roteiro é persistido em references/sequence-director-<id>.md na pasta do deck, antes do primeiro elo existir.
Não é roteiro.md na raiz. Esse nome já é do /mira-studio, e a raiz de um deck é fechada pela diretiva do CLAUDE.md.
Sete campos por cena, e nenhum é enfeite:
| Campo | Por que existe |
|---|
| id do par | Curto, minúsculo, único no deck. Confira contra os data-mira-seq já presentes: uma segunda corrente no mesmo deck colide |
| elenco herdado | Define quem não pode ter entrada nenhuma naquele elo. Sem fade, sem stagger, sem escala 0, sem data-aos |
| elenco que entra | Define quem pode entrar coreografado, porque é novo em cena e não veio do corte |
| elenco que sai | Quem sai, sai dentro da cena, antes do repouso. Ator sumindo no corte é o defeito mais visível que uma corrente tem |
| ação | Uma frase. O que acontece nessa cena |
| pose de repouso | Escrita com a mesma expressão que a cena usa, nunca número mágico. É ela que o elo seguinte copia para o poseEntrega(F) dele |
| o que muda na seguinte | Uma frase. É literalmente a única entrada que o /mira-sequence declara não conseguir deduzir sozinho |
Mais três decisões globais, uma vez para a corrente inteira:
- Metáfora única. Uma frase. Eleita pelo
/mira-animator na cena 1 e herdada por todos os elos. Nenhum elo troca.
- Orçamento de elenco. O elenco não cresce em todas as cenas. Se ninguém sai nunca, a cena final fica carregada, e isso tem que estar escrito no roteiro em vez de ser descoberto no fim.
- Política de título. O padrão é título constante em toda a corrente, e a razão é do contrato herdado: título trocando é a única coisa que o espectador enxerga no corte. Quando o autor quiser legenda por etapa, a saída não é trocar o título, é um rótulo de etapa dentro do palco, tratado como qualquer ator herdado: ele atravessa o corte, entra na pose e é animado pela própria corrente. Se ainda assim o autor quiser título por cena, avise que cada troca aparece, mantenha o mesmo número de linhas, e registre a escolha.
Apresente o roteiro ao autor e siga para a construção, sem esperar aprovação. Quem quiser revisar antes pede "só o roteiro", e aí o fluxo termina aqui.
Passo 3, o laço serial
Um elo por vez, na ordem. Nunca em paralelo, e a razão não é preferência: o poseEntrega(F) do elo N+1 tem que ser escrito com a mesma expressão do repouso do elo N, o que é uma dependência de código-fonte. Para escrever o elo N+1 é preciso ler o elo N já escrito. Fan-out do tipo /mira-fast não se aplica aqui.
cena 1 -> /mira-animator (ou o slide existente, na corrente enxertada)
cena 2 -> /mira-sequence, recebendo a ação e a pose de repouso da cena 1
cena 3 -> /mira-sequence, recebendo a ação e a pose de repouso da cena 2
...
cena N -> /mira-sequence
A cada elo:
- Leia o código do elo anterior. Não o roteiro: o código. A expressão do repouso sai de lá.
- Chame o
/mira-sequence com a ação da cena e o que muda, do roteiro.
- Confira os portões daquele par, os treze do contrato da junta.
- Reporte: qual elo, qual id de par, quem atravessou, qual pose foi entregue, quais portões passaram.
Falha em um elo para ali. Reporte o que faltou. Os elos anteriores ficam preservados e válidos, e a retomada acha o último elo pelos data-mira-seq presentes no deck.
Quando o roteiro declarar alteração na cena 1 (origem existente sem compasso de repouso), anuncie antes de aplicar. Modificação de slide pré-existente nunca é silenciosa.
O que é do deck, e não do par
Duas coisas são instaladas uma vez e depois apenas verificadas. Reinstalar a cada elo duplica o barramento e é a forma mais fácil de quebrar o deck.
- O barramento de pose. Um bloco
@MIRA:SEQ:BUS por deck. No elo seguinte, confira que existe e siga.
- A guarda de corte seco. Procure por
scrollIntoView, não por function ir. Um deck real tem mais de um caminho: teclado, botão flutuante, barra de progresso, controle remoto. Liste os caminhos encontrados no relatório e aplique em todos. Guarda aplicada só no teclado deixa o botão rolando suave, e o defeito só aparece na palestra.
A guarda é sempre condicional ao par. Se em algum ponto do patch você escreveu o comportamento novo sem o par decidindo, você mudou o deck inteiro. A transição de todo slide fora da corrente sai idêntica à de antes, incluindo data-aos, dissolve e o scroll-behavior do CSS.
Antes de entregar, passe os slides fora da corrente, um a um, e confirme.
Portões de entrega
Limites conhecidos, diga na entrega
- Título constante custa a legenda de etapa. É o padrão porque o contrato da junta manda, não porque é ideal. Ofereça o rótulo de etapa dentro do palco quando a explicação tiver etapas nomeadas.
- O plano B escala com a corrente. Numa corrente de 6, são 5 funções
poseEntrega(F) para manter em sincronia com 5 origens. É por isso que existe teto, e é por isso que o elenco deve encolher em vez de crescer.
- A roda do mouse ignora o corte seco. A rolagem é do espectador, não do deck. Vale para toda corrente, herdado do
/mira-sequence.
- Corrente em modo cinema: se a cena usa
MiraCinema, a câmera faz parte da pose. Ou ela entra no roteiro como campo próprio, ou as cenas ficam todas na mesma posição de câmera. Senão o corte ganha zoom.
- A verificação final é do autor. Passar a corrente com a seta e procurar o corte é olho humano. Diga o que ele deve procurar: ator que pula, pisca ou muda de tamanho na passagem.
Referências
agents/mira-sequence/SKILL.md, o contrato da junta. Leitura obrigatória.
agents/mira-sequence/references/exemplo-bola.html, deck real que abre em file:// e mostra o contrato funcionando. Abra antes de escrever a primeira corrente.
references/roteiro-gabarito.md, o formato do roteiro de continuidade.