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mira-concept-storyteller

Transformar conceitos em histórias explicativas, analogias narrativas ou roteiros que usem desejo, ação, conflito, revelação e transformação sem distorcer o conteúdo. Usar quando o usuário pedir para compreender ou ensinar um conceito por meio de história, metáfora, parábola, personagem, narrativa, animação conceitual, roteiro audiovisual, apresentação narrativa ou deck MIRA; usar também para revisar a fidelidade conceitual de uma narrativa explicativa. Não usar para ficção puramente criativa, storytelling de marca, biografias ou apresentações genéricas sem objetivo de explicar um conceito. NÃO usar para criar a metáfora animada de um slide, que é do /mira-animator.

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sandeco/mira-animator
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2026年8月8日 00:47
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葡萄牙语
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mira-concept-storyteller
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Transformar conceitos em histórias explicativas, analogias narrativas ou roteiros que usem desejo, ação, conflito, revelação e transformação sem distorcer o conteúdo. Usar quando o usuário pedir para compreender ou ensinar um conceito por meio de história, metáfora, parábola, personagem, narrativa, animação conceitual, roteiro audiovisual, apresentação narrativa ou deck MIRA; usar também para revisar a fidelidade conceitual de uma narrativa explicativa. Não usar para ficção puramente criativa, storytelling de marca, biografias ou apresentações genéricas sem objetivo de explicar um conceito. NÃO usar para criar a metáfora animada de um slide, que é do /mira-animator.
# MIRA Concept Storyteller ## Onde isto entra no Mira Cadeia narrativa do Mira, em ordem: `/mira-premise-forge`, `/mira-concept-storyteller`, `/mira-story-architect`, `/mira-design-audience-journey`, `/mira-direct-slide-sequence`, `/mira-direct-scene`, `/mira-direct-cinematic-motion`, `/mira-scene-brief`. No fim, o `/mira-animator` (ou o `/mira-cine-animator`, no deck cinematográfico) escreve a animação dentro do `index.html` do deck, e o `/mira-builder` monta o resto. **Etapa 2.** Recebe o Premise Brief ou um conceito a ensinar. Entrega o Concept Contract, que é o que a história não pode distorcer. Nenhuma skill desta cadeia escreve HTML, e nenhuma delas cria a metáfora animada: o método de metáfora, a rubrica de 85 e o código do slide são do `/mira-animator`. Idioma e formatação seguem `agents/_shared/idioma.md`: português brasileiro com acentuação correta e UTF-8 direto, nunca entidades HTML nem escapes Unicode. Travessão é proibido em qualquer texto entregue, inclusive narração e texto de tela: use vírgula, dois-pontos ou reescreva a frase. ## Resultado Transformar um conceito em uma experiência narrativa que o público consiga sentir, acompanhar e depois explicar com precisão. Inspirar a construção dramática em John Truby sem copiar seus textos nem converter seus princípios em fórmula rígida. Otimizar três resultados ao mesmo tempo: 1. **Fidelidade:** preservar as relações essenciais e os limites do conceito. 2. **Envolvimento:** criar uma pergunta cuja resposta importe ao ouvinte. 3. **Transformação:** tornar visível uma mudança de entendimento, decisão ou estado. Nunca salvar uma metáfora atraente sacrificando a correção conceitual. ## Gate zero: premissa arrebatadora Exigir uma premissa antes de desenvolver qualquer história destinada ao MIRA. Tratar a premissa como a menor expressão da história inteira: uma colisão específica entre personagem ou força, desejo, obstáculo, risco e possibilidade de transformação. Gerar internamente de três a cinco candidatas e selecionar a que mais produz a reação: **“Eu preciso ver essa história.”** Não escolher pela grandiosidade superficial. Escolher pela combinação de: - conflito compreensível imediatamente; - pergunta magnética ou formulação “E se...?”; - forças ou mundos que normalmente não coexistiriam; - consequência humana, emocional ou intelectual relevante; - potência visual e cinética para slides MIRA; - espaço para revelações e escalada; - ligação estrutural com o conceito que precisa ser ensinado; - transformação prometida sem entregar o desfecho. Rejeitar premissas que sejam apenas tema, cenário, slogan, pergunta genérica ou metáfora decorativa. Para conceitos técnicos, preservar a âncora de verdade: o conflito da premissa deve dramatizar o mecanismo real, não substituí-lo por uma falsidade mais emocionante. Se nenhuma candidata for arrebatadora e conceitualmente fiel, gerar novas opções antes de continuar. Em toda saída MIRA, mostrar a premissa escolhida antes da arquitetura ou dos slides. ## Regra central: contador, história e ouvinte Projetar a explicação como uma relação ativa entre: - **Contador:** controlar ordem, ênfase e momento das revelações. - **História:** encadear desejo, ação, conflito, consequência, revelação e transformação. - **Ouvinte:** formular hipóteses, notar consequências e reconstruir o princípio. Fazer o ouvinte descobrir junto com o protagonista. Não antecipar toda a conclusão, mas nunca criar surpresa por omissão injusta de informação necessária. ## Calibrar a entrada Extrair do pedido, quando disponível: - conceito e recorte; - público e conhecimento prévio; - objetivo de aprendizagem; - formato e canal; - tom, duração e extensão; - elementos obrigatórios, proibidos ou sensíveis. Classificar o núcleo como um ou mais destes tipos: - **Técnico ou mecanístico:** exigir causalidade, estados, operações e restrições. - **Estatístico ou probabilístico:** exigir condicionamento, população de referência, variabilidade e incerteza. - **Abstrato, social ou normativo:** declarar a definição ou lente adotada, preservar tensões e reconhecer interpretações rivais relevantes. Na falta de dados, assumir público geral adulto, narrativa curta e intuição antes do termo técnico. Perguntar apenas quando a ambiguidade mudar substancialmente o conceito, os invariantes ou o formato final. Se a precisão do tema for incerta, atual ou de alto risco, verificá-la em fontes apropriadas antes de narrativizar. ## Fluxo obrigatório ### 1. Fixar a âncora de verdade Antes de criar a história, formular internamente um breve contrato conceitual: - **Pergunta central:** o que o público deve conseguir responder? - **Definição contextual:** o que o conceito significa neste pedido? - **Mecanismo ou relação:** por que, como ou sob quais condições ele funciona? - **Invariantes:** de duas a quatro relações que a metáfora não pode alterar. - **Não é:** qual conceito vizinho ou erro comum deve ser distinguido? - **Limite ou contracaso:** onde a explicação deixa de valer? - **Estado epistêmico:** trata-se de fato estabelecido, modelo, interpretação ou posição normativa? Para conceitos abstratos disputados, não inventar um mecanismo único. Escolher e nomear uma lente, mostrar a tensão central e evitar apresentar a história como prova de que aquela lente é a única possível. Se o tema tiver várias camadas, escolher uma pergunta para a primeira história. Não tentar ensinar tudo de uma vez. ### 2. Escolher uma correspondência estrutural Selecionar um processo, ambiente ou relação cuja dinâmica reproduza o núcleo conceitual. Mapear internamente: | Origem conceitual | Elemento narrativo | Relação preservada | Falsa inferência a bloquear | |---|---|---|---| | objeto, agente ou variável | personagem, objeto ou estado | papel real no processo | identidade literal ou agência inventada | | regra, operação ou fluxo | ação, costume ou transição | causalidade ou dependência | mera semelhança visual | | limite, ruído ou incerteza | conflito ou informação incompleta | restrição real | vilão moral inexistente | | resultado ou atualização | consequência ou revelação | mudança observável | conclusão mais forte que o conceito | Usar essa tabela como ferramenta interna; mostrá-la somente quando ajudar a decodificação final. Testar a metáfora contra falsas implicações frequentes: - intenção, consciência ou vontade em processos que não as possuem; - causalidade onde há apenas associação; - certeza ou binariedade onde há probabilidade, grau ou distribuição; - inversão de uma probabilidade condicional; - equivalência entre peso matemático e importância, explicação ou causa; - confusão entre treinamento e inferência, parte e todo, indivíduo e população; - moralização de uma restrição técnica ou natural; - universalização de uma lente cultural, filosófica ou normativa. Substituir metáforas apenas decorativas. Uma boa imagem que não preserva a relação relevante é uma má explicação. ### 3. Construir o motor dramático Definir na escala mínima necessária: - **Protagonista:** quem vivencia o problema; - **Desejo:** o que quer obter, evitar ou entender; - **Necessidade:** o que precisa aprender ou mudar; - **Erro inicial:** a hipótese incompleta que orienta suas primeiras ações; - **Oponente:** a força real que bloqueia o desejo: pessoa, regra, ruído, incerteza, tempo, escala ou objetivos em tensão; - **Aposta:** a consequência proporcional da falha; - **Plano e ação:** as tentativas que produzem evidências; - **Conflito:** o teste das hipóteses do protagonista; - **Revelação:** a relação que reorganiza a interpretação; - **Transformação:** a nova decisão, compreensão ou mudança de estado; - **Novo equilíbrio:** o conceito funcionando depois da descoberta. Não inserir vilões, sofrimento, reviravoltas ou escala épica sem função conceitual. Fazer o conflito representar uma restrição real do tema. ### 4. Escrever a premissa e o percurso do ouvinte Condensar internamente a linha causal: > Quando [problema], [protagonista] tenta [desejo], mas [força oposta]; suas ações revelam [princípio], levando a [transformação]. Planejar a experiência do ouvinte: 1. observar uma situação concreta; 2. formular uma pergunta ou hipótese; 3. acompanhar uma ação e sua consequência; 4. encontrar uma contradição ou limite; 5. reinterpretar as evidências; 6. ver a nova compreensão aplicada; 7. nomear o princípio com precisão. Usar movimento linear para processos, espiral para aprofundamento, ramificado para casos alternativos, meandrante para descoberta de padrões e simultâneo para interações paralelas. Tratar a forma como instrumento, não como molde. ### 5. Redigir com causalidade visível Fazer o público observar o conceito em ação antes de nomeá-lo, salvo quando o pedido exigir abordagem diretamente didática ou quando o termo prévio evitar confusão. - Conectar cada cena ao desejo ou à pergunta central. - Converter abstrações em escolhas, relações, mudanças de estado e consequências. - Introduzir detalhes sensoriais somente quando reforçarem o mecanismo. - Manter a tensão proporcional ao tema. - Demonstrar a transformação por nova ação ou decisão, não apenas por discurso. - Remover cenas que não ensinem, tensionem ou transformem. - Não dar fala humana a sistemas técnicos se isso sugerir intenção ou consciência inexistentes; quando antropomorfizar por conveniência, marcar o limite na decodificação. ### 6. Decodificar sem desfazer a história Depois da narrativa, explicar apenas o necessário para transferir o aprendizado: 1. nomear o conceito; 2. mapear os elementos decisivos; 3. explicitar a relação preservada; 4. declarar onde a analogia deixa de funcionar; 5. sintetizar o conceito em uma frase reutilizável. Preferir uma tabela quando houver três ou mais correspondências relevantes. Em saídas curtas, usar dois parágrafos: **onde a analogia funciona** e **onde ela termina**. Não transformar a decodificação em uma segunda aula longa. ## Contrato de saída Obedecer primeiro ao formato explícito do usuário. Não expor automaticamente a âncora de verdade, a matriz interna ou a premissa. ### Sem formato especificado Entregar nesta ordem: 1. título; 2. história; 3. decodificação concisa; 4. limite da analogia; 5. síntese conceitual em uma frase. Preservar a revelação apresentando a história antes da explicação. Usar “moral” somente quando o gênero ou o tema a justificar; em conceitos técnicos e estatísticos, preferir “síntese”. ### Analogia ou explicação breve Entregar a situação e a consequência em um a três parágrafos, seguidas do funcionamento e do limite da analogia. Manter um arco mínimo de desejo, ação, conflito, revelação e transformação mesmo quando não houver cenas completas. ### Roteiro audiovisual ou cinematográfico Separar por cena: visual e ação, som ou narração, função conceitual e transição. Fazer imagem e movimento carregarem o mecanismo; não usar texto na tela para compensar uma cena conceitualmente vazia. ### Deck ou MIRA Abrir a entrega com a premissa escolhida. Organizar cada slide por função dramática, visual e movimento, texto de tela mínimo, narração, relação conceitual e transição. Distribuir setup, tensão, ruptura, resolução e síntese conforme o tema. Se o usuário pedir o arquivo de apresentação final, combinar esta arquitetura narrativa com a skill de apresentações e seu fluxo de criação e validação visual. ### Revisão de uma narrativa existente Entregar: diagnóstico de fidelidade, trechos ou escolhas de risco, correções propostas e versão revisada quando solicitada. Distinguir erro factual, falsa implicação, ambiguidade produtiva e simples preferência estética. ## Auditoria de fidelidade antes de entregar Responder internamente: - O ouvinte consegue reconstruir a definição ou lente correta? - A história preserva mecanismo e relações, não apenas aparência ou vocabulário? - Desejo e ação produzem uma cadeia causal compreensível? - O conflito corresponde a uma restrição real? - A revelação decorre de evidências mostradas? - A transformação corrige o erro inicial por meio de uma decisão ou mudança observável? - A metáfora inventa agência, causalidade, certeza, escala ou julgamento moral? - Em estatística, a direção do condicionamento, a população de referência e a incerteza foram preservadas? - Em IA, treinamento, inferência, representação e comportamento foram distinguidos quando relevantes? - Em conceitos abstratos, a lente e suas alternativas foram tratadas honestamente? - O limite da analogia está explícito e a síntese cabe em uma frase correta? - A premissa provoca “eu preciso ver essa história” sem prometer algo que o conceito não pode pagar? - O formato final corresponde ao pedido e mantém a revelação na ordem adequada? Se qualquer resposta essencial for “não”, redesenhar a correspondência ou o conflito. Em tensão entre impacto dramático e precisão, preservar a precisão. Declarar todo limite inevitável que possa induzir uma interpretação errada. ## Referência Consultar [truby-framework.md](references/truby-framework.md) para escolher formas narrativas, mapear conceitos complexos, revisar riscos de fidelidade ou estruturar um roteiro/deck mais elaborado. Consultar obrigatoriamente os cartões de risco da referência para conceitos de IA, estatísticos ou abstratos disputados.
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