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mira-premise-forge

Pesquisar notícias, lançamentos, tendências e informações atuais, desenterrar o momento Eureca escondido nelas e transformá-lo em premissas arrebatadoras, factualmente defensáveis e visualmente potentes para histórias MIRA. Usar quando o usuário pedir premissas, loglines ou ideias de história baseadas em fatos recentes, notícias, artigos, disputas tecnológicas, mudanças sociais, descobertas científicas ou acontecimentos reais. Não usar para desenvolver toda a estrutura da história, nem para criar ou animar slides, que são do /mira-builder e do /mira-animator.

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sandeco/mira-animator
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8. August 2026 um 00:47
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mira-premise-forge
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Pesquisar notícias, lançamentos, tendências e informações atuais, desenterrar o momento Eureca escondido nelas e transformá-lo em premissas arrebatadoras, factualmente defensáveis e visualmente potentes para histórias MIRA. Usar quando o usuário pedir premissas, loglines ou ideias de história baseadas em fatos recentes, notícias, artigos, disputas tecnológicas, mudanças sociais, descobertas científicas ou acontecimentos reais. Não usar para desenvolver toda a estrutura da história, nem para criar ou animar slides, que são do /mira-builder e do /mira-animator.
# MIRA Premise Forge ## Onde isto entra no Mira Cadeia narrativa do Mira, em ordem: `/mira-premise-forge`, `/mira-concept-storyteller`, `/mira-story-architect`, `/mira-design-audience-journey`, `/mira-direct-slide-sequence`, `/mira-direct-scene`, `/mira-direct-cinematic-motion`, `/mira-scene-brief`. No fim, o `/mira-animator` (ou o `/mira-cine-animator`, no deck cinematográfico) escreve a animação dentro do `index.html` do deck, e o `/mira-builder` monta o resto. **Etapa 1.** Recebe um tema, uma notícia ou um fato. Entrega o Premise Brief. Pode ser pulada quando a premissa já existe. Nenhuma skill desta cadeia escreve HTML, e nenhuma delas cria a metáfora animada: o método de metáfora, a rubrica de 85 e o código do slide são do `/mira-animator`. Idioma e formatação seguem `agents/_shared/idioma.md`: português brasileiro com acentuação correta e UTF-8 direto, nunca entidades HTML nem escapes Unicode. Travessão é proibido em qualquer texto entregue, inclusive narração e texto de tela: use vírgula, dois-pontos ou reescreva a frase. ## Resultado Transformar realidade atual em uma descoberta narrativa que provoque primeiro **“Eureca, era isso que estava escondido aqui”** e depois **“Eu preciso ver essa história”**, sem distorcer os fatos que lhe dão força. Entregar um **Premise Brief** pronto para alimentar `mira-concept-storyteller` e `mira-story-architect`. ## Regra inviolável Não dramatizar uma afirmação atual antes de verificá-la. Separar: - **fato:** sustentado diretamente por fonte adequada; - **inferência:** conclusão plausível derivada dos fatos; - **interpretação:** leitura estratégica, política, moral ou cultural; - **incerteza:** ponto ainda não resolvido ou dependente de métrica. Fazer a premissa nascer da tensão verdadeira entre os fatos. Nunca fabricar uma “verdade” mais cinematográfica. ## Princípio do ouro enterrado A manchete é apenas o terreno. A premissa nasce do ouro conceitual enterrado nela: uma relação causal, inversão, consequência ou mudança de critério que ainda não é óbvia. Não aceitar como premissa: - resumo da notícia; - tema com linguagem dramática; - comparação de atributos sem consequência; - paradoxo verbal sem mecanismo; - surpresa que não muda a compreensão do público. Exigir uma descoberta capaz de ser expressa assim: > **Eu pensava X. Agora percebo Y, porque Z. Isso muda W.** Essa descoberta é o **momento Eureca**. Ela deve conter o germe da surpresa, da aprendizagem e da emoção; esses efeitos não podem ser adicionados depois como decoração. ## Entrada Obter ou inferir: - notícia, afirmação, tema ou tendência; - público; - conceito que a história deverá ensinar; - escala: pessoa, empresa, país, setor ou humanidade; - tom e duração desejados; - período de atualidade relevante; - limites políticos, éticos ou culturais. ## Fluxo obrigatório ### 1. Construir o brief factual atual Pesquisar a web sempre que o tema puder ter mudado. Preferir, nesta ordem: 1. documentação, relatório técnico ou anúncio primário; 2. pesquisa científica ou avaliação independente; 3. veículo jornalístico reconhecido com apuração própria; 4. análise especializada claramente identificada como interpretação. Usar pelo menos duas fontes independentes para a afirmação central quando possível. Registrar data do fato, data da publicação, métrica usada e limitações. Consultar [current-facts-workflow.md](references/current-facts-workflow.md). ### 2. Escavar o ouro narrativo Não saltar da pesquisa para uma logline. Investigar a realidade em camadas: 1. **superfície:** o que a manchete afirma; 2. **mecanismo:** o que faz o fenômeno acontecer; 3. **crença quebrada:** qual regra o público ainda supõe verdadeira; 4. **inversão:** o que passa a significar vitória, derrota, poder ou risco; 5. **consequência humana:** quem terá de agir, perder, escolher ou mudar; 6. **prova dramática:** que situação obrigará essa verdade a funcionar diante do público; 7. **sabedoria transferível:** que novo critério o público poderá usar na própria vida. Para cada uma de pelo menos três hipóteses de ouro, completar: - **Todo mundo olha para...** - **Mas o que realmente está mudando é...** - **Isso acontece porque...** - **Se for verdade, então...** - **A pessoa que mais perderia com isso é...** - **A escolha que provaria essa verdade seria...** Consultar [eureka-excavation.md](references/eureka-excavation.md). Não avançar enquanto a hipótese vencedora não revelar um mecanismo defensável e uma consequência dramática. Depois da exploração horizontal, executar **escavação vertical** na hipótese mais forte: 1. atacar a hipótese com a melhor objeção disponível; 2. inverter causa e consequência; 3. trocar novamente a unidade de análise; 4. seguir o benefício até quem paga o custo; 5. retirar todo jargão e reescrever para uma pessoa inteligente de outra área; 6. condensar até restar uma única verdade inevitável. Se a hipótese perder força sem jargão, ela ainda é uma análise especializada, não ouro narrativo. ### 3. Encontrar a fratura dramática Extrair da realidade: - forças ou mundos em colisão; - assimetria inesperada; - regra antiga que deixou de funcionar; - vantagem visível e custo escondido; - vencedor aparente e ameaça emergente; - escolha impossível; - contagem regressiva; - consequência humana ou intelectual. Formular a pergunta magnética: **“Que realidade contraditória o público precisa ver em funcionamento?”** ### 4. Formular e testar o momento Eureca Condensar a hipótese vencedora: ```text Eu pensava [crença inicial]. Agora percebo [verdade contraintuitiva], porque [mecanismo verificável]. Isso muda [critério, decisão ou visão de mundo]. ``` Aplicar o **Gate Eureca**. Todas as respostas precisam ser “sim”: - A descoberta vai além do que a manchete já diz? - Ela revela uma relação causal, estratégica ou moral, não apenas uma coincidência? - Ela corrige uma crença plausível do público? - Ela muda a unidade pela qual o fenômeno deve ser julgado? - Ela produz uma consequência humana sentível? - Ela pode ser demonstrada por ação, escolha e resultado? - Ela continua verdadeira quando removemos países, marcas e nomes próprios? - Ela oferece sabedoria aplicável fora desta notícia? Se falhar, retornar à escavação. Não polir uma hipótese rasa. ### 5. Catapultar o ouro pelas dez lentes da premissa Para cada hipótese de ouro finalista, escrever uma **proto-premissa concreta** e submetê-la às dez lentes inspiradas no processo do capítulo 2 de *Anatomia da História*: 1. **convicção:** por que esta descoberta merece mudar o criador e o público; 2. **possibilidades e promessas:** que acontecimentos a ideia permite e quais o público espera ver; 3. **problemas inerentes:** que dificuldades conceituais, dramáticas, éticas ou visuais vêm embutidas; 4. **princípio organizador:** qual processo profundo e execução original unificam a história; 5. **melhor personagem:** quem revela o máximo da ideia por meio de ação e vulnerabilidade e não pode ser substituído por um porta-voz genérico; 6. **conflito central:** quem disputa com quem, pelo quê, e por que ambos não podem vencer; 7. **espinha causal:** como uma ação provoca a seguinte até a descoberta final; 8. **transformação:** de que crença e modo de agir o protagonista parte e aonde chega; 9. **escolha moral:** que decisão custosa revela o sentido da história; 10. **apelo ao público:** por que alguém além do criador precisa acompanhar até o fim. Consultar [chapter-2-catapult.md](references/chapter-2-catapult.md) e preencher o cartão das dez lentes. Falha grave em princípio organizador, conflito, causalidade, transformação ou escolha moral elimina a hipótese. ### 6. Executar o ciclo premise–princípio–premissa Não confundir: - **premissa:** o que concretamente acontece; - **princípio organizador:** o processo abstrato e original pelo qual a história prova seu ouro. Executar pelo menos uma volta: ```text proto-premissa concreta → induzir o princípio organizador → descobrir promessas e problemas → revisar personagem, conflito, causalidade e escolha → reescrever uma premissa mais original e orgânica ``` Gerar no mínimo três princípios organizadores possíveis para a mesma proto-premissa. Escolher o que melhor funde **processo da história + execução original + demonstração do conceito**. Não impor gênero, estrutura de slides ou metáfora decorativa de fora para dentro. Aplicar o **teste do desabamento**: retirar o princípio organizador e imaginar a mesma trama. Se apenas a estética ou o motor visual mudar, ele era decoração. O princípio só passa se sua remoção romper a causalidade, a transformação ou a revelação central. Repetir a volta somente enquanto houver ganho material. Registrar a diferença entre a primeira e a última versão para provar que o ouro foi realmente refinado. ### 7. Definir a promessa educativa e emocional Antes da premissa, fixar: - **aprendizagem:** o que o público conseguirá explicar; - **erro inicial:** o que ele provavelmente acredita; - **sabedoria:** que critério poderá aplicar fora da história; - **emoção central:** curiosidade, tensão, assombro, perda, esperança ou ambivalência; - **causa da emoção:** acontecimento que justificará senti-la. ### 8. Gerar famílias de premissa Produzir no mínimo cinco candidatas, variando o princípio narrativo. Não trocar apenas nomes mantendo a mesma estrutura. Usar, conforme o caso: - colisão de forças; - inversão de poder; - vantagem assimétrica; - falsa vitória; - custo invisível; - escolha impossível; - convergência acelerada; - contagem regressiva; - regra quebrada; - cavalo de Troia. Consultar [premise-patterns.md](references/premise-patterns.md). ### 9. Escrever cada candidata Para cada opção, entregar: 1. **“E se...?”**: princípio narrativo em forma de pergunta; 2. **premissa**: uma frase com ruptura, protagonista ou força, desejo, oposição, aposta e transformação prometida; 3. **ouro desenterrado**: verdade que a ação provará; 4. **princípio organizador**: processo profundo + execução original; 5. **protagonista, conflito e escolha**: síntese do motor humano; 6. **espinha causal**: ação inicial → escalada → descoberta → consequência; 7. **segredo da história**: relação cujo significado será revelado gradualmente; 8. **motor visual**: imagem ou transformação repetível em slides; 9. **promessa educativa**; 10. **emoção e sua causa**; 11. **limite factual**: o que a história não poderá afirmar. ### 10. Aplicar o gate “Eu preciso ver isso” Pontuar de 0 a 5: | Critério | Pergunta | |---|---| | Imediatismo | A tensão é compreendida em segundos? | | Eureca | A premissa contém uma descoberta que reorganiza o significado do fato? | | Colisão | Há forças realmente incompatíveis ou em competição? | | Curiosidade | Surge uma pergunta difícil de abandonar? | | Aposta | Algo relevante pode ser perdido ou transformado? | | Surpresa | A premissa desafia uma expectativa plausível? | | Educação | O conflito demonstra o conceito verdadeiro? | | Emoção | Existe consequência humana ou intelectual sentível? | | Visualidade | A ideia gera ações e estados animáveis? | | Expansão | Ela sustenta uma história completa? | | Organicidade | Personagem, conflito, transformação e escolha nascem do mesmo ouro? | | Fidelidade | Cada afirmação é defensável pelo brief factual? | Exigir média mínima 4, nota mínima 4 em Eureca, curiosidade, visualidade e organicidade e nota 5 em fidelidade. Se nenhuma passar, voltar à pesquisa ou gerar nova família. Aplicar ainda quatro **vetos absolutos**, independentemente da média: - não existe perda, risco, culpa, renúncia ou sacrifício concreto antes da escolha; - outro personagem genérico poderia ocupar o lugar do protagonista sem alterar a história; - retirar o princípio organizador preserva a mesma trama; - o ouro não pode ser explicado em linguagem comum sem perder o significado. ### 11. Executar auditoria adversarial Tentar destruir a candidata vencedora: - Ela generaliza um caso para todo um país, setor ou categoria? - Confunde preço, custo, tamanho, parâmetros, memória, bytes, energia ou velocidade? - Trata benchmark como capacidade universal? - Transforma correlação em causalidade? - Cria um vencedor definitivo onde os dados mostram segmentação? - Converte concorrência complexa em caricatura nacional? - Promete um segredo maior que o fato consegue pagar? - A suposta descoberta é apenas a manchete reescrita? - O “porque” contém um mecanismo ou apenas outra afirmação? - A surpresa desaparece assim que retiramos os adjetivos? - A consequência nasce do ouro encontrado ou foi enxertada depois? - O princípio organizador é apenas gênero, estética ou metáfora decorativa? - A história possui mais de uma espinha causal competindo por atenção? - O personagem é realmente o melhor para revelar a ideia ou apenas um porta-voz conveniente? - A escolha final testa o ouro ou apenas encerra a trama? - A emoção possui um acontecimento e um custo observáveis ou é apenas fascínio intelectual? - A premissa continua arrebatadora depois que todo jargão técnico é removido? Corrigir a premissa ou declarar explicitamente o limite. ### 12. Selecionar e preparar o handoff Escolher uma vencedora e explicar por que supera as demais. Preservar até duas alternativas quando oferecerem histórias genuinamente diferentes. Entregar o brief à `mira-concept-storyteller` para garantir a metáfora e à `mira-story-architect` para construir a Story Bible. ## Contrato de saída: Premise Brief Entregar: 1. realidade verificada, com data e fontes; 2. fatos, inferências, interpretações e incertezas; 3. mapa de escavação e três hipóteses de ouro; 4. momento Eureca vencedor; 5. cartão das dez lentes; 6. ciclo proto-premissa → princípio organizador → premissa refinada; 7. fratura dramática; 8. promessa educativa e emocional; 9. cinco ou mais candidatas; 10. matriz de pontuação; 11. premissa vencedora; 12. princípio organizador, personagem, conflito, espinha causal e escolha moral; 13. ouro, segredo e motor visual; 14. limites factuais; 15. handoff para arquitetura narrativa. Quando o usuário pedir apenas uma premissa rápida, pesquisar e validar internamente, mostrar a vencedora e incluir uma justificativa e o limite factual em poucas linhas. ## Auditoria final Bloquear e refazer se: - a premissa depender de fato desatualizado ou sem fonte; - a colisão for apenas geopolítica e não tiver mecanismo concreto; - a história reforçar estereótipo nacional ou cultural; - a pergunta puder ser respondida sem acompanhar acontecimentos; - a premissa for apenas tema ou manchete reescrita; - o momento Eureca não mudar a compreensão ou o critério de decisão do público; - o ouro não puder ser expresso como crença quebrada + mecanismo + consequência; - a premissa e o princípio organizador forem confundidos; - não houver uma única espinha de causa e efeito; - protagonista, conflito, transformação e escolha moral não nascerem da descoberta central; - a substituição do protagonista por um observador genérico não alterar a história; - a remoção do princípio organizador não fizer a trama desabar; - não houver perda humana concreta antes da escolha final; - o ouro depender de jargão para parecer profundo; - os problemas e as promessas inerentes da ideia não forem identificados; - o conceito não puder ser demonstrado visualmente; - surpresa, educação ou emoção forem apenas adjetivos sem causa estrutural; - a premissa não sustentar os sete passos e uma transformação.
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